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Oficina de Libras promove inclusão e protagonismo surdo no Centro de Ciências de Codó
No dia 11 de setembro, em alusão ao Setembro Surdo, o Centro de Ciências de Codó promoveu uma oficina de Libras destinada a discentes e servidores da instituição. A iniciativa teve como objetivo aproximar a comunidade acadêmica da Língua Brasileira de Sinais (Libras), além de promover reflexões sobre a língua, a cultura e a identidade surda.
A ação foi conduzida pela equipe que atua com Libras no Centro de Ciências de Codó, composta pela professora de Libras Ana Cristina Ferreira, pelas intérpretes de Libras Cristiane Paiva e Evene Austríaco, e pelo estudante surdo do curso de Pedagogia Jhony Welke.
A participação de Jhony contribuiu para fortalecer o protagonismo surdo durante a atividade, colocando a experiência e a vivência da pessoa surda em evidência no espaço acadêmico.
A oficina contou com a participação de aproximadamente 80 pessoas. Para tornar a experiência mais dinâmica e favorecer a interação dos participantes, foram utilizados diferentes recursos didáticos em Libras, entre eles a roleta de configurações de mãos, painel com o alfabeto manual, jogos em Libras, bingo, jogo da velha e uma dinâmica com dados, abordando os números em Libras.
Durante a atividade, também foi realizado o batismo do sinal de uma das participantes, proporcionando ao grupo a vivência de uma prática cultural própria da comunidade surda. O momento possibilitou aos participantes compreenderem que o sinal pessoal não se trata apenas de uma tradução ou substituição do nome, mas de uma prática inserida na cultura e nas formas de identificação do povo surdo.
A participação do público foi marcada pela interação e pelo envolvimento nas atividades propostas. Os participantes responderam às expectativas da equipe, demonstrando interesse em aprender Libras e conhecer aspectos relacionados à cultura e à identidade surda.
Para a professora Ana Cristina Ferreira, ações como essa contribuem para ampliar o conhecimento sobre a comunidade surda e fortalecer o compromisso da instituição com a acessibilidade linguística.
“Promover momentos como esse é também reconhecer a Libras como língua e valorizar o protagonismo das pessoas surdas. Quando a comunidade acadêmica se aproxima da língua e da cultura surda, ampliamos as possibilidades de construir espaços mais acessíveis, inclusivos e comprometidos com a diversidade linguística"
A oficina integrou as ações desenvolvidas pelo Centro de Ciências de Codó em favor da inclusão e da acessibilidade linguística. Para a equipe, iniciativas como essa fortalecem a integração de ações inclusivas necessárias à visibilidade, valorização e disseminação da Libras, reafirmando o compromisso da Universidade Federal do Maranhão com o protagonismo surdo e com a construção de espaços acadêmicos linguisticamente acessíveis.
