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Semana da África 2026 debate pan-africanismo, relações internacionais e desafios do Sul Global em São Luís

publicado: 07/05/2026 17h15, última modificação: 07/05/2026 17h15
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A Universidade Federal do Maranhão, em São Luís sediará, entre os dias 21 e 23 de maio, a “Semana da África 2026”, juntamente com a Universidade Estadual do Maranhão. O evento científico, cultural e acadêmico é promovido pela Associação dos Africanos no Maranhão (AAMA), e reunirá pesquisadores, estudantes, movimentos sociais, docentes e representantes institucionais para discutir o tema “A África, o Pan-Africanismo e o Mundo Neo-Liberal: avanços, permanências e oportunidades no século XXI”. 

A iniciativa conta com o apoio institucional da UFMA, por meio do Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros (PPGAFRO) e do Laboratório de Estudos sobre África e Afrodescendência (LIESAFRO), que integram a rede de parceiros acadêmicos e científicos do evento.

A programação terá início no dia 21 de maio, no prédio do curso de História da UEMA, no Centro Histórico de São Luís, com atividades de credenciamento, minicursos, mesas-redondas e conferência de abertura. Já no segundo dia, as atividades serão realizadas no Centro Pedagógico Paulo Freire, da UFMA, na Cidade Universitária Dom Delgado. O encerramento contará com atividades esportivas e apresentações culturais africanas.

Segundo a organização, a Semana da África consolida uma agenda anual de debates voltados às relações África-Brasil, à valorização das culturas africanas e afro-diaspóricas e à reflexão crítica sobre os desafios contemporâneos enfrentados pelos países do Sul Global. O evento dá continuidade às discussões realizadas em edições anteriores, a exemplo do IV Seminário África-Brasil, promovido em 2025.

Entre os destaques da programação científica está a mesa-redonda “A educação étnico-racial e quilombola e luta contra o racismo”, que reunirá pesquisadores vinculados ao LIESAFRO e ao PPGAFRO/UFMA, como os professores Rosenverk Estrela Santos, Cidinalva Silva Câmara, Sávio José Dias Rodrigues e Maria da Guia Viana.

Também integram a programação minicursos e debates sobre pan-africanismo, sociologia africana, colonialismo, escravidão, tensões geopolíticas e resistências no Sul Global. As atividades contarão com a participação de pesquisadores da UFMA, UEMA, UNILAB, IFMA e de representantes acadêmicos africanos vinculados à Associação dos Africanos no Maranhão.

A conferência de encerramento abordará o reconhecimento, pela Organização das Nações Unidas (ONU), do tráfico transatlântico de africanos escravizados como “o crime mais grave contra a humanidade”, discussão apontada pela organização como um marco histórico no debate internacional sobre reparação, memória e justiça histórica.

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