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Oficinas práticas e imersão no Porto do Itaqui marcam atividades de disciplina de inovação tecnológica na UFMA

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Com foco em transferência de tecnologia e mercado, pós-graduandos participam de visitas técnicas, debates sobre marco legal, proteção intelectual e apresentação de pitches finais

SÃO LUÍS – Aliar o conhecimento científico produzido nos laboratórios com as demandas reais do mercado e do setor produtivo. Esse foi o eixo central das atividades desenvolvidas na disciplina optativa "Inovação Aplicada à Ciência e Tecnologia", ofertada pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental (PPGCTAmb), em parceria com a Agência de Inovação, Empreendedorismo, Pesquisa, Pós-Graduação e Internacionalização (AGEUFMA) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Aprovada como uma demanda do Fórum da Pós-Graduação, a disciplina reuniu estudantes de diversos mestrados e doutorados da instituição em um formato intensivo e híbrido, estruturado integralmente em torno de quatro grandes oficinas práticas:

Imersão Logística e Parceria com o Setor Produtivo

As atividades letivas começaram com uma imersão prática fora dos muros da universidade. Na Oficina 1, os discentes realizaram uma visita técnica ao setor de inovação do Porto do Itaqui. A atividade permitiu que os pesquisadores conhecessem de perto a infraestrutura portuária e o funcionamento de um dos principais complexos logísticos do país, que já mantém diversos projetos de base tecnológica desenvolvidos em cooperação direta com a academia maranhense. O objetivo foi demonstrar como teses e dissertações podem solucionar gargalos reais da indústria.

Alinhamento Jurídico e Incentivos Fiscais

Compreender os caminhos legais para o financiamento e a execução de projetos foi o foco da Oficina 2. Nesta etapa, os estudantes participaram de uma imersão teórica e regulatória sobre o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e a Lei do Bem. A atividade capacitou os pós-graduandos para atuar com mecanismos de desburocratização da pesquisa e a entender as regras de incentivo fiscal concedidas a empresas que investem em inovação tecnológica dentro do ambiente universitário.

Propriedade Intelectual e Diálogo com Especialistas

A salvaguarda das criações científicas pautou a Oficina 3, que debateu as ferramentas e os processos práticos de proteção à propriedade intelectual e registro de patentes. O ponto alto da atividade foi uma mesa-redonda e roda de conversa com os professores convidados: Prof. Dr. Shigeaki Leite, do Instituto de Engenharia Elétrica da UFMA; Profa. Dra. Alexandra Martins, coordenadora de Projetos de Prestação de Serviços da UFMA. O debate proporcionou aos alunos uma troca de experiências sobre os desafios de transformar a pesquisa em um produto comercializável e o papel da universidade no agenciamento da transferência de tecnologia.

Vitrine Tecnológica: Apresentação em Formato de Pitch

O encerramento da grade curricular culminou na Oficina 4, uma atividade prática baseada nas metodologias de aceleração do ecossistema de startups. Os pós-graduandos participaram de uma sessão de pitch final, na qual foram desafiados a defender e expor, de forma rápida, clara e mercadológica, os produtos tecnológicos resultantes de suas respectivas pesquisas acadêmicas. A apresentação funcionou como uma simulação de venda de soluções para possíveis investidores e órgãos de fomento.

Articulação Institucional

Estiveram à frente e acompanharam as atividades a Profa. Dra. Alana Lima (Diretora de Inovação e Serviços Tecnológicos da AGEUFMA), a Profa. Dra. Priscila Bernardes (Coordenadora de Projetos de Inovação da AGEUFMA), o Msc. Jardson Lima (Coordenador de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologias da AGEUFMA) e a Profa. Dra. Mikele Cândida (Coordenadora do Curso de Engenharia Aeroespacial da UFMA).

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