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Mostra gratuita reúne fotografias, vídeos, maquetes e materiais científicos para apresentar ao público um dos mais importantes ecossistemas marinhos do Brasil e reforçar a importância de sua conservação

publicado: 08/06/2026 15h40, última modificação: 08/06/2026 15h40
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Entre os dias 5 e 8 de maio de 2026, o Forte Santo Antônio da Barra, localizado na Península da Ponta d’Areia, em São Luís, recebeu a exposição “Um Mergulho no Parcel de Manuel Luís”, iniciativa de extensão na pós-graduação, divulgação científica, educação ambiental e valorização de um dos mais importantes ecossistemas marinhos do Brasil. Com entrada gratuita e classificação livre, a mostra é destinada a estudantes, professores, pesquisadores, turistas, gestores ambientais, mergulhadores e ao público em geral.

A exposição é promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação, Curso de Oceanografia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Projeto Budiões, Forte Santo Antônio da Barra, Museu da Imagem e do Som e Laboratório de Organismos Aquáticos. A ação conta ainda com o apoio da Agência de Inovação, Empreendedorismo, Pesquisa, Pós-Graduação e Internacionalização (AGEUFMA), por meio do Programa de Extensão na Pós-Graduação (PROEXT-PG), além da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), da Secretaria de Estado da Cultura, e do 13º Grupo Escoteiro do Mar Norberto Pedrosa.

O evento tem como objetivo aproximar a sociedade do conhecimento científico produzido sobre o Parque Estadual Marinho Parcel de Manuel Luís (PEMPML), unidade de conservação criada em 1991 para proteger o maior complexo recifal da América do Sul. Localizado na costa maranhense, o parque abriga uma biodiversidade singular, resultado de processos evolutivos e ecológicos que contribuíram para a formação da fauna marinha brasileira.

Embora tenha ganhado maior visibilidade nos últimos anos em razão de reportagens e documentários, o Parcel de Manuel Luís ainda é pouco conhecido pela população maranhense. A recente confirmação da extensão do Grande Sistema Recifal Amazônico reforçou a relevância científica e ambiental da região, considerada estratégica para a conservação da biodiversidade marinha e para a compreensão dos processos ecológicos que conectam os ecossistemas do Caribe e do Atlântico Sul.

A iniciativa surgiu a partir de atividades desenvolvidas no Curso de Oceanografia da UFMA e de estudos que identificaram um baixo nível de conhecimento sobre o Parcel de Manuel Luís entre estudantes da área ambiental. Nesse contexto, a exposição busca estimular a cultura oceânica, fortalecer a divulgação científica, promover a educação ambiental e despertar o interesse de crianças e jovens pela ciência e pela conservação marinha.

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