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UFMA tem três propostas aprovadas no Programa Aurora da Capes
A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) teve três propostas aprovadas no Programa Aurora – Continuidade da Trajetória de Mães Cientistas, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Foram contempladas as professoras Marianna Basso Jorge, do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental (PPGCTAMB), do Câmpus São Luís; Luciana Magalhães Rebelo Alencar, do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais (PPGCM), do Câmpus Imperatriz; e Leila Lima de Sousa, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, do Câmpus Imperatriz.
O Programa Aurora é destinado a professoras pesquisadoras gestantes ou que tenham se tornado mães nos dois anos anteriores à submissão da proposta e que estejam vinculadas, como docentes permanentes ou colaboradoras, a programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela Capes. A iniciativa oferece uma bolsa de pós-doutorado no país, destinada a um pesquisador ou pesquisadora com título de doutorado, cuja seleção será realizada pela docente contemplada em conjunto com o programa de pós-graduação ao qual está vinculada. O programa prevê a concessão de até trezentas bolsas de pós-doutorado, com duração de 24 meses.
A professora do PPGCOM Leila Lima e uma das aprovadas no programa, salienta que, com o apoio do AURORA, a atuação de uma pesquisadora de pós-doutorado pode ampliar o trabalho acadêmico e contribuir para reduzir desigualdades de gênero, especialmente, ao apoiar pesquisadoras que conciliam maternidade e carreira. “A proposta é que, com essa divisão de tarefas, nós possamos ampliar as nossas bases de atuação e também tentar reduzir as desigualdades de gênero na academia, porque a gente sabe que, por mais que as mulheres tenham alcançado muito espaço, as desigualdades de gênero são enormes, e a tarefa de cuidado, o cuidado familiar, sempre recai para a mulher. Ter esse auxílio de uma pesquisadora experiente que vai atuar como uma pós-doc, é fundamental e é um respiro, um escape para muitas pesquisadoras que têm tentado equilibrar essas duas dinâmicas da vida, maternidade e a carreira”, manifesta.
Leila ressalta, ainda, que a conquista representa esperança para mães pesquisadoras e sinaliza avanços na redução das desigualdades de gênero na academia. “É uma conquista que representa muito para a UFMA. Foi um edital extremamente concorrido, que teve apenas três chamadas. E eu acho que deixa como recado para outras mães pesquisadoras que estão tentando nos outros ciclos — e espero que elas também consigam — que existe um caminho que está sendo construído para que as disparidades de gênero possam não existir mais. Acredito que deixa uma mensagem de muita esperança, de que a gente possa atuar nessa academia, possa desenvolver o nosso trabalho com afinco, com desejo, fazendo nossos olhos brilharem, porque todas nós gostamos muito da nossa profissão, mas a gente reconhece e sente todos os dias o peso que é equilibrar essa profissão com a maternidade. Esse edital traz essa perspectiva da esperança para as pesquisadoras”, expressa.
A pró-reitora da Agência de Inovação, Empreendedorismo, Pesquisa, Pós-Graduação e Internacionalização (AGEUFMA), professora Flávia Nascimento, reforça a importância de programas que busquem reduzir as desigualdades de gênero nas instituições de ensino e pesquisa. Segundo ela, o Programa Aurora e outras ações desenvolvidas pela AGEUFMA, como chamadas específicas de bolsas destinadas prioritariamente a mulheres e mães pesquisadoras, buscam ampliar as condições de permanência e desenvolvimento dessas profissionais na ciência. “O Edital Aurora, fomentado pela CAPES, tem grande importância pois representa um avanço concreto na promoção da equidade de gênero na ciência. Para a UFMA, ter três projetos contemplados é motivo de grande orgulho. Parabenizo às nossas três pesquisadoras por esse resultado. Essa conquista demonstra a qualidade da nossa pós-graduação, a competência das nossas pesquisadoras e, sobretudo, o compromisso da UFMA e da CAPES com uma ciência mais inclusiva, equitativa e socialmente responsável.”
A pró-reitora destaca também que iniciativas como essas contribuem para que pesquisadoras conciliem a trajetória acadêmica com as responsabilidades de cuidado. Para Flávia Nascimento, as ações representam um avanço para as pesquisadoras, para a pós-graduação e para a comunidade acadêmica, além de reforçarem o compromisso da UFMA com a equidade, a inclusão e a ampliação de oportunidades na pesquisa.
Por: Sarah Dantas
Revisão: Jáder Cavalcante