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UFMA realiza rodas de conversa para construção de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos

publicado: 12/09/2025 11h32, última modificação: 12/09/2025 11h32
As reuniões acontecem desde agosto e devem se estender por todo o mês de setembro
UFMA realiza rodas de conversa para construção de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Em junho deste ano, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) firmou um Acordo de Cooperação Técnica com a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), a Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL) e o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) para a criação do Comitê de Gestão de Resíduos Sólidos das Instituições de Ensino Superior. A iniciativa tem como propósito a elaboração e implementação de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), em consonância com a Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O projeto busca estabelecer diretrizes e procedimentos para o manejo adequado de todos os resíduos gerados pelas instituições, de forma a garantir uma gestão eficiente, segura e ambientalmente responsável em todas as etapas do processo, até a destinação final.

Para construir a política ambiental na Universidade e consolidar o comitê, desde agosto, a UFMA tem promovido rodas de conversa em seus centros acadêmicos e demais setores, com o objetivo de ouvir a comunidade universitária e compreender as especificidades de cada espaço no que diz respeito à geração e ao tratamento dos resíduos.

Rodas de conversa e diagnóstico participativo

Para o coordenador das rodas de conversa e membro do Comitê Interinstitucional de Gestão de Resíduos Sólidos das IES do Maranhão da UFMA, Jorge Antônio, o diálogo com docentes, técnicos e estudantes tem sido fundamental para levantar informações, identificar demandas antigas e mapear práticas já adotadas: “UFMA é considerada pelo Ministério do Meio Ambiente como um grande gerador de resíduos. [...] Cada câmpus, cada centro tem o seu tipo de resíduos, existe a especificidade. Então, nós temos que entender isso, saber identificar, escutar, existem reivindicações antigas. E também como é que é feito, como é que eles tratam para poder a gente fazer esse apanhado. E estamos trabalhando o diagnóstico mais completo, com a participação de coordenadores, chefes, técnicos, auxiliares, discentes e colaboradores terceirizados de todos os nove câmpus”, pontuou Jorge.

“Dessas rodas de conversa, a gente quer transmitir as informações necessárias para consolidar o comitê e sugerir nomes para compor um grupo maior que vai discutir essa política ambiental da universidade. Para que as pessoas que vão contribuir sejam retrato da realidade de cada setor da universidade, para que seja um projeto, uma política inclusiva, que integre todas as funcionalidades da universidade”, explicou o professor do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária e membro do Comitê Interinstitucional de Gestão de Resíduos Sólidos das IES do Maranhão da UFMA, Fernando Pedro Dias.

Os participantes das rodas de conversa corroboram com o pensamento de que o envolvimento da comunidade acadêmica é essencial para que o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos reflita as necessidades reais da instituição e contribua para práticas mais sustentáveis.

RODAS DE CONVERSA SOBRE GESTÃO AMBIENTAL

Sendo seu primeiro contato com um espaço de diálogo sobre esse tema dentro da UFMA, a técnica de laboratório - área química, do Centro de Ciências de Pinheiro (CCPI), Juliana de Sousa, avaliou a iniciativa positivamente. “A atividade proporcionou troca de experiências, aprendizado e reflexão sobre a importância da sustentabilidade dos resíduos químicos, biológicos, materiais e das práticas de preservação ambiental. Considero esses momentos de discussões fundamentais, pois aproximam a comunidade acadêmica de questões urgentes e incentivam a construção de uma consciência coletiva voltada para o cuidado com o meio ambiente dentro da UFMA. Espero que outras reuniões como essa possam acontecer, para que possamos fortalecer cada vez mais os ajustes e aprimoramentos da gestão ambiental”, opinou Juliana.

Já a docente do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da UFMA Balsas, Tatiane Carolyne Carneiro, destacou o esforço conjunto em prol do meio ambiente: “Foi uma honra participar desse momento de conversa sobre uma iniciativa que visa melhorias em termos de gestão de diferentes tipos de resíduos na UFMA e outras instituições. Penso que as universidades, juntamente com seu corpo docente e técnico, podem ser exemplos de gestão de resíduos trazendo benefícios significativos para o meio ambiente e para a imagem da instituição. Penso que são inúmeras as soluções que podem ser propostas e dentre elas posso citar biodigestores e compostagem quando se pensa em resíduos mais orgânicos, outros tratamentos mais específicos precisam ser definidos quando se fala em resíduos de laboratórios (adaptados a cada tipo de resíduo), além de reaproveitamento e reciclagem que podem reduzir o volume de resíduos que são descartados. Bom, fiquei a disposição para contribuir com essa iniciativa que considero bastante importante pra UFMA”, expressou a docente.

Na última quarta-feira, 10, a roda de conversa foi realizada no Colégio Universitário (Colun) da UFMA e contou também com a participação de alunos. Segundo o diretor do Colun, Paulo Sérgio, a discursão é pertinente e enumerou aspectos que precisam ser revistos na instituição. “Nós consideramos primeiro a iniciativa de formar um comitê para discutir a questão dos resíduos dentro da UFMA como algo extremamente pertinente. Nossa universidade tem uma série de questões que precisam ser revistas, repensadas, desde a nossa arborização que precisa ser recomposta, o cuidado das nossas lagoas, o cuidado com os nossos espaços físicos, o cuidado com os nossos lixos. Enfim, todas as questões, cuidado com a nossa água que consumimos e assim sucessivamente”, pontuou.

Para o diretor, “se nós, enquanto a universidade, somos espaço de construção do conhecimento, nós também devemos ser espaço de construção de consciências coletivas, de formação de cidadãos, conscientes dos seus deveres para com o espaço. Não só o seu, mas o espaço que é de todos, principalmente o espaço público na universidade”. Ele também destacou a participação dos alunos no debate.

“O encontro aqui no Colun foi salutar porque os nossos alunos tiveram a oportunidade de fazer algumas questões, levantar algumas questões necessárias e caras para a gente poder pensar a universidade enquanto um espaço sustentável, um espaço sadio, um espaço que saiba construir cidadania a partir do uso público das coisas e a parte da consciência desse uso público”, avaliou Paulo Sérgio.

Com essa ação, a UFMA reforça seu compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental, alinhando-se às políticas públicas e ao desenvolvimento de soluções inovadoras para a gestão dos resíduos sólidos no estado.

Por: Ingrid Trindade

Fotos: divulgação

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