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UFMA realiza 7º módulo do Media Training com foco na comunicação da ciência para diferentes públicos

publicado: 21/09/2026 10h34, última modificação: 21/09/2026 11h59
Formação, realizada de 14 a 18 de setembro, trabalhou técnicas para aprimorar a comunicação acadêmica e a relação com a mídia
UFMA realiza 7º módulo do Media Training com foco na comunicação da ciência para diferentes públicos

A formação tem aulas práticas e teóricas na carga horária. Foto: Ingrid Trindade

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) realizou, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), de 14 a 18 de setembro, em São Luís, o 7º módulo do curso de Media Training, iniciativa voltada à capacitação de pesquisadores, extensionistas para o relacionamento com a imprensa e a comunicação de seus trabalhos científicos para diferentes públicos.

Ao longo de uma semana de atividades, os participantes tiveram contato com técnicas e estratégias de comunicação, incluindo orientações sobre postura diante das câmeras, utilização da voz, construção do discurso e adaptação de conteúdos acadêmicos para diferentes formatos e linguagens.

Nesse contexto, o Media Training busca contribuir para que os pesquisadores estejam preparados para apresentar seus estudos em novas linguagens e formatos, ampliando a visibilidade da produção da Universidade.

De acordo com o professor Saylon Sousa, a realização de novas turmas demonstra que a necessidade de aprimoramento da comunicação permanece tanto na capital quanto nos câmpus do interior. Nesta edição, o grupo refletiu sobre a necessidade de aproximar a produção acadêmica da sociedade.

“A gente percebe que essa turma é uma turma engajada, vem entendendo muito bem o processo de adaptação dos seus conteúdos para as mídias. e a gente espera que isso frutifique e veja eles na mídia falando dos seus trabalhos, falando da Universidade”, observou Saylon.

Da pesquisa para a sociedade

Entre os participantes, esteve o professor do curso de Biologia Licenciatura Luiz Fernando Carvalho Costa. Para o docente, a experiência possibilitou conhecer estratégias que poderão ser incorporadas à sua atuação profissional, especialmente, na comunicação com públicos que não estão diretamente inseridos no ambiente acadêmico.

“Foi maravilhoso porque eu aprendi técnicas, estratégias, formas de me posicionar melhor para a câmera, até de como sentar no estúdio, de como fazer, dar ênfase às palavras importantes no discurso”, pontuou o participante.

Luís Fernando durante as práticas do curso. Foto: Ingrid Trindade (Dcom)

O professor destacou ainda que a formação contribui para enfrentar a dificuldade de comunicar os resultados de pesquisas para além dos espaços acadêmico, comum entre profissionais da área científica, e aproximar a ciência da sociedade, mostrando os impactos que essas pesquisas podem gerar na vida das pessoas.

“Tudo isso acho que vai me fazer comunicar melhor com o público que eu acho que é algo que a gente da ciência tem muita dificuldade pela nossa formação que não envolve isso. E eu acho que é importante porque traz para as pessoas de fora o que a gente faz na Universidade e a importância de a gente ter a Universidade fazendo pesquisa, produzindo conhecimento que, em algum momento, vai chegar à vida dessas pessoas”, declarou Luís Fernando.

Comunicação como parte da formação acadêmica

Para o pesquisador Jean Charles Ribeiro Chagas, do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFMA, em Bacabal, que também participou do módulo, a experiência permitiu perceber que a comunicação de um trabalho científico exige competências que vão além da apresentação de artigos, projetos e resultados em eventos acadêmicos.

“Olha, eu, que entrei apenas pra cursar para a complementação do curso, na grade acadêmica do curso de mestrado, acabei me deparando com um problema: eu. Porque apresentar suas propostas, suas atividades, seus artigos em seminários, eventos acadêmicos é uma coisa; agora, estar preparado, por meio de uma equipe técnica de media training, para que você possa se perceber como pessoa atuante para sociedade, que foi isso que eu entendi, e muito bem-posto, é bem diferente. Então a gente acaba percebendo quanto é importante o nosso comportamento, a nossa forma de pensar, respirar”, expressou Jean Charles.

Os estúdios da TV UFMA  e da Rádio Universidade FM são utilizados para a prática, colocando os participantes em ambientes reais dos meios de comunicação. Foto: Ingrid Trindade

O pesquisador também destacou as transformações provocadas pela expansão das tecnologias digitais, especialmente a partir da pandemia, quando atividades como webinários, conferências on-line, transmissões por plataformas digitais e aulas híbridas passaram a integrar, de forma mais intensa, a rotina acadêmica.

“Então, são pequenas coisas (que fazem a gente) perceber como as tecnologias digitais e as ferramentas tecnológicas evoluíram para o nosso favor. E, de alguma forma, desde a pandemia, tem-se percebido quanto os webinários, as conferências on-line, nos streamings nas plataformas digitais, nas redes sociais são cada vez mais presentes, as próprias aulas on-line híbridas se tornaram realidade. Então, de que forma eu me comportei durante todo esse tempo sem perceber?”, refletiu Jean Charles.

Novas turmas

Quem ainda não participou do Media Training terá novas oportunidades de formação. O curso terá ainda três novas turmas, sendo duas em São Luís e uma em Bacabal.

Em São Luís, as atividades serão realizadas de 5 a 9 de outubro e de 23 a 27 de novembro. Já em Bacabal, a turma ocorrerá de 3 a 5 de novembro. As inscrições estão abertas pelo SIGAA e também por meio de formulário on-line, disponível aqui.

A formação integra o projeto "Estratégias de Comunicação para o Fortalecimento da Divulgação Científica no Maranhão" e tem o objetivo de preparar pesquisadores para diferentes situações de comunicação, contribuindo para ampliar as possibilidades de divulgação do conhecimento produzido na Universidade.

A realização do 7º módulo reforça a importância de aproximar a produção acadêmica dos diferentes públicos e de preparar a comunidade universitária para comunicar ciência de maneira mais clara, acessível e adequada às transformações do ambiente informacional.

Por: Ingrid Trindade

Fotos: Ingrid Trindade

Revisão: Jáder Cavalcante

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