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UFMA realiza 6ª edição do Curso de Agente de Inclusão de Cidadania Digital com alunos do COLUN
Juíz Alexandre Lopes durante palestra para alunos do COLUN. Foto: Judson Nunes
A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio da Casa da Justiça Universitária, promove, nessa quinta-feira, 7, e sexta-feira, 8 de maio, a sexta edição do curso de formação de Agente de Inclusão de Cidadania por meio Digital (AIC-D), realizado pelo 5⁰ Juizado Especial Cível das Relações de Consumo de São Luís. Voltado para os alunos do Colégio Universitário (COLUN), sendo 26 estudantes do primeiro ano e 10 do terceiro, o curso capacita participantes para atuarem como mediadores entre os cidadãos e as ferramentas digitais de acesso a direitos.
Após a etapa inicial de ambientação, o curso mergulha na aplicação prática do Direito no cotidiano digital. O objetivo central é transformar o conhecimento teórico em uma ferramenta de emancipação social, permitindo que os jovens não apenas compreendam as leis, mas saibam onde e como acionar os mecanismos de defesa disponíveis nos portais do Judiciário. De acordo com o Juiz Titular do 5º Juizado (Cível e das Relações de Consumo) de São Luís, Alexandre Lopes, a iniciativa busca reduzir a distância entre o cidadão e a justiça. “A ideia é trabalhar com os alunos conceitos de direito, em especial direitos próximos das realidade em que vivem: direito do consumidor, de vizinhança, de empreendedorismo e como alcançar esses direitos por meio da justiça e ferramentas digitais disponíveis”, afirma ele.
Impacto nos estudantes
A formação desses agentes de Inclusão não impacta apenas quem recebe o auxílio, mas pode transformar a visão de mundo dos próprios jovens capacitados. Ao compreenderem a ramificação do Direito em áreas como cível e criminal, os alunos passam a enxergar a tecnologia como um instrumento de poder e responsabilidade social.
Estudantes durante palestra sobre Cidadania Digital. Foto: Judson Nunes
Francisco, estudante do COLUN e um dos participantes dessa edição, vê o curso representar uma transição para a vida adulta. “No curso, eu vi que o direito pode ser dividido em diferentes causas como cível, criminal. Então, cada área do direito tem questões diferentes a se tratar. Eu, como cidadão, acho muito importante entender como funciona tudo. Estou entrando na maioridade e é essencial, para mim, saber como devo agir nessa transição para a vida adulta, já que é um conhecimento para se levar para a vida toda”, disse ele.
Para a professora de Direito Aplicado I do Colun, Ana Caroline Miranda, o projeto representa uma extensão vital do que é discutido com as turmas de 1⁰ e 3⁰ do curso Técnico em Administração. A iniciativa rompe os limites da teoria escolar, permitindo que os estudantes visualizem a aplicação das normas jurídicas no cotidiano. Segundo ela, o curso é o elo que faltava para transformar o conhecimento acadêmico em impacto social direto. “É um projeto com o intuito de aproximar mais a comunidade do Judiciário. É importante que os alunos tenham acesso, contato com os principais direitos e conheçam as formas de reivindicá-los. Existe uma perspectiva muito prática porque, em sala de aula, trabalhamos muita teoria, e aqui eles podem ver como o direito acontece na prática”, afirma ela.
A formação dos novos Agentes de Inclusão de Cidadania encerra-se consolidando a tecnologia como ponte, e não como barreira, para o Judiciário. Ao capacitar alunos do Colun, o projeto transforma o aprendizado teórico em impacto social direto, criando uma rede de multiplicadores capazes de desmistificar o acesso à justiça dentro de suas próprias comunidades. O resultado é uma cidadania mais ativa, em que o conhecimento técnico se traduz em autonomia e garantia de direitos para o cidadão maranhense.
Por: Judson Nunes
Fotos: Judson Nunes
Revisão: Jáder Cavalcante