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UFMA promove palestra sobre mercado editorial de traduções maranhenses
A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBI), dá continuidade à programação do Ano Jubilar de 60 anos de existência da Biblioteca Central, que compõe a estrutura da Universidade desde o ano de 1966. O cronograma de celebração contará com atividades mensais em alusão à data. Entre esses momentos, haverá a palestra sobre o livro “Maranhão, Província Tradutora”, obra do bibliotecário-documentalista Roberto Sousa Carvalho, que pesquisou São Luís no século XIX como um centro de produção massivo e circulação de traduções de obras estrangeiras. O evento ocorrerá no dia 23 de abril, com início às 9h, na Biblioteca Central, no Câmpus São Luís.
O livro, publicado em 2022 pela Editora da Universidade Federal do Maranhão (Edufma), ilumina um ângulo, até então, desconhecido do passado, destacando a capital do Estado como um ponto massivo de traduções, gerando, assim, destaque para nomes além dos já consagrados, como Arthur Azevedo, Odorico Mendes e Gonçalves Dias, identificando 42 tradutores locais inéditos, expandindo um campo mais amplo da vida intelectual e diversificado da cultura local.
Foi catalogado que, durante aquele período, cerca de 250 obras foram traduzidas por maranhenses, cujos tradutores, com base na tradução de obras estrangeiras, especialmente vindas da Europa, oportunizaram e tornaram mais acessível o ato da leitura à comunidade em geral.
O autor do livro e bibliotecário, Roberto Sousa Carvalho, frisa o poder da tradução na época, como um motor de movimentação social pela literatura, destacando a obra e importância do reconhecimento das figuras maranhenses. “Maranhão, Província tradutora” nasce, portanto, como um convite para revisitar uma cidade que, no século XIX, viveu uma fase particularmente fértil, uma época em que não apenas se consumia cultura, mas a recriava com vigor e originalidade. Com 458 páginas, o livro busca não só mapear esse fenômeno, mas compreender as condições que o tornaram possível. Ao fazer isso, procura também dar visibilidade a um conjunto de agentes que, por muito tempo, permaneceram à margem da história do livro no Brasil”, ressalta Roberto.
O calendário de festividades do Ano Jubilar é um momento de valorização da profissão de bibliotecário e irá até o mês de outubro. As atividades estão abertas à comunidade universitária, administrativa e aos demais interessados.
Há 60 anos, a UFMA reforça o seu compromisso com acessibilidade à educação, abrindo espaços para que diálogos sejam construídos por meio de conhecimento, pesquisa e leitura. E celebra as bibliotecas da instituição como campo de pensamento crítico, ressaltando o trabalho de seus mantenedores.
Por: Elcyane Ayres e Judson Nunes
Revisão: Jáder Cavalcante