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UFMA promove formação para a prevenção e enfrentamento do abuso sexual infantojuvenil

publicado: 18/05/2026 14h08, última modificação: 18/05/2026 14h51
A formação integra as atividades extensionistas do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGSI), por meio do Programa de Extensão na Pós-Graduação (PROEXT-PG) da UFMA
UFMA promove formação para a prevenção e enfrentamento do abuso sexual infantojuvenil

Ação da UFMA contra o abuso sexual infantojuvenil, voltada à formação de profissionais da educação em Paço do Lumiar. Foto: divulgação

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPSI), realizou, na última quarta-feira, 13 de maio, a formação “Ferramentas Psicoeducativas na Prevenção ao Abuso Sexual Infantojuvenil”, voltada a coordenadores escolares do município de Paço do Lumiar. A atividade foi conduzida pela professora Catarina Malcher, no auditório da Escola Municipal Alana Ludmila, com programação nos turnos da manhã e da tarde.

A ação integra as atividades extensionistas promovidas pela UFMA por meio do Programa de Extensão na Pós-Graduação (PROEXT-PG), com apoio da Agência de Inovação, Empreendedorismo, Pesquisa, Pós-Graduação e Internacionalização (AGEUFMA), da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em articulação com a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de Paço do Lumiar. 

A formação teve por objetivo oferecer contribuições teóricas e metodológicas para a prevenção do abuso sexual infantojuvenil, fortalecendo a atuação de profissionais da educação na identificação de sinais de violência, no acolhimento de crianças e adolescentes e no encaminhamento adequado de situações suspeitas. 

Entre os conteúdos abordados, estiveram as diferenças entre pedofilia e ofensa sexual, características comportamentais do ofensor, consequências do abuso para as vítimas e estratégias de prevenção aplicadas ao ambiente escolar. A metodologia utilizada durante a capacitação incluiu jogos educativos, cartilhas, estudos de caso e técnicas de contação de histórias para auxiliar profissionais a abordarem o tema ao público alvo de maneira acessível.

 A formação de orientação contra abusos de crianças e adolescentes foi ministrada pela professora Catarina Malcher. Foto: divulgação 

Segundo a professora do Programa de Pós Graduação em Psicologia (PPGPSI) Catarina Malcher, o projeto foi pensado para alcançar diferentes segmentos sociais e profissionais que atuam diretamente na proteção da infância e adolescência. “Essa formação pode ser ministrada para profissionais das áreas da saúde, assistência e educação, além de pais, responsáveis, crianças e adolescentes. Em Paço do Lumiar, trabalhamos com gestores da educação, mas também vamos desenvolver atividades com professores e estudantes em outros espaços”, explicou. 

A docente também destacou que a formação está articulada à pesquisa acadêmica desenvolvida no âmbito da Universidade. Antes das atividades, os participantes respondem a questionários para avaliar o nível de conhecimento sobre abuso sexual infantil e o preparo para lidar com possíveis situações de violência. Após a formação, novos instrumentos são aplicados para identificar mudanças na percepção e na capacidade de atuação dos profissionais. “O objetivo é compreender quanto os participantes passam a se sentir mais preparados para uma escuta qualificada e para seguir os protocolos já estabelecidos pelos órgãos públicos diante de suspeitas de abuso sexual no contexto escolar”.

Além do caráter formativo, a iniciativa busca fortalecer redes de proteção entre os pilares da comunidade, como escola e família, promovendo ações concretas de enfrentamento à violência. Nos impactos esperados, estão a ampliação do conhecimento sobre fatores de risco, o desenvolvimento de estratégias de acolhimento e a promoção de mudanças de atitude voltadas à proteção integral de menores. 

A iniciativa destaca o compromisso da UFMA com a extensão universitária articulada à pesquisa, aproximando a produção científica da sociedade externa, contribuindo para a construção de ambientes escolares mais seguros, preparados para atuar na defesa dos direitos infantojuvenis. 

Por: Elcyane Ayres 

Fotos: divulgação

Revisão: Jáder Cavalcante

 

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