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UFMA participa do lançamento do Índice de Instituições de Ensino Superior Empreendedoras 2025
A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) teve participação de destaque na sessão especial realizada no Senado Federal para celebrar o lançamento do Índice de Instituições de Ensino Superior Empreendedoras (IESE), iniciativa da Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior) que visa fortalecer e avaliar a cultura empreendedora nas universidades brasileiras.
Representando a UFMA e as demais instituições de ensino superior do país, o diretor de Empreendedorismo (DEMP-AGEUFMA), professor Hélio Trindade de Matos, discursou no Plenário do Senado e ressaltou o papel estratégico das universidades públicas na promoção da inovação, do protagonismo estudantil e do desenvolvimento regional, com especial atenção às regiões Nordeste e Norte.
Em sua fala, o professor destacou a relevância da UFMA como instituição responsável por levar conhecimento científico e desenvolvimento tecnológico, reforçando a importância de políticas contínuas de incentivo à educação empreendedora. “Essa iniciativa (avaliação das diversas dimensões consideradas no índice) reforça também a importância das empresas juniores que aproximam os estudantes da realidade do mercado e os preparam para liderar projetos que transformam comunidades e impulsionam o desenvolvimento de nosso país. O Brasil precisa de jovens empreendedores que não apenas criem negócios, mas que também gerem soluções para os grandes desafios da sociedade”, disse o professor Helio Matos.
O novo índice consolida-se como um ranking nacional que combina a escuta direta de estudantes universitários com dados institucionais, permitindo uma análise abrangente do ecossistema empreendedor no ensino superior. Mais de 25 mil jovens universitários já participaram da pesquisa, reforçando a representatividade e a legitimidade do levantamento.
Brasil Júnior é a instância nacional que representa o Movimento Empresa Júnior, reunindo mais de 28 mil jovens empreendedores e cerca de 1.600 empresas juniores em todo o país. A entidade atua com o propósito de fortalecer a formação de lideranças comprometidas, éticas e preparadas para transformar o Brasil por meio da inovação, do protagonismo estudantil e da vivência empresarial.
Durante a solenidade, o senador Izalci Lucas (PL-DF), que presidiu a sessão, destacou o papel estratégico do índice como uma “bússola” para o país. Segundo ele, a iniciativa funciona como um guia para orientar universidades, estudantes e formuladores de políticas públicas na construção de um ambiente mais inovador e conectado às demandas contemporâneas, valorizando o empreendedorismo ainda durante a graduação
O índice tem por base a metodologia do Ranking de Universidades Empreendedoras (RUE), que avalia as instituições de ensino em seis dimensões estratégicas: cultura empreendedora, inovação, extensão, internacionalização, infraestrutura e capital financeiro. Com base nesses eixos, são identificadas as universidades que mais promovem o protagonismo acadêmico e a formação empreendedora.
De acordo com a coordenadora-geral do IES Empreendedoras 2025, Emanuelly Araújo, o levantamento vai além da lógica competitiva de um ranking tradicional, ao permitir uma compreensão aprofundada de como as universidades brasileiras trabalham o empreendedorismo e a inovação.
O presidente da Brasil Júnior, Caio Leal, ressaltou que a participação dos estudantes é elemento central do índice e que a construção de uma visão empreendedora passa, necessariamente, por uma educação de qualidade e por ações colaborativas entre universidades, professores, estudantes, empresários e o poder público. Segundo ele, o ranking também contribui diretamente para a formulação de políticas públicas voltadas ao empreendedorismo no ensino superior
Os impactos do Ranking de Universidades Empreendedoras já se refletem ao longo dos anos. Em 2017, a primeira edição contou com a participação de 55 universidades em 20 unidades da Federação, ouvindo cerca de 10 mil estudantes. Em 2019, o projeto alcançou 123 universidades em todos os estados brasileiros, com aproximadamente 15 mil participantes. Já em 2023, o levantamento atingiu maior abrangência, envolvendo 108 universidades e 31 institutos federais, com a contribuição de 36 mil estudantes.
Os resultados extrapolaram o ambiente acadêmico e permitiram uma atuação mais próxima da Brasil Júnior junto ao Ministério da Educação, culminando na destinação de R$ 7 milhões em investimentos para políticas públicas voltadas à promoção do empreendedorismo e da inovação no ensino superior brasileiro.
A presença da UFMA no Senado Federal reforça o papel da Universidade como agente ativo na formulação de políticas, no debate nacional sobre educação superior e na promoção de uma cultura empreendedora alinhada às demandas sociais e aos desafios do desenvolvimento regional e nacional.
Por: AGEUFMA
Revisão: Jáder Cavalcante