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UFMA celebra sessenta anos com programação especial

publicado: 01/10/2026 09h21, última modificação: 01/10/2026 10h10
Jubileu de Diamante da Universidade Federal do Maranhão será marcado por eventos que celebram a memória da instituição, reconhecem sua comunidade e projetam novos caminhos
UFMA celebra 60 anos com programação especial

Outubro começa de maneira especial para a Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A instituição completa sessenta anos de história e uma trajetória construída por gerações de estudantes, docentes, técnicos-administrativos, pesquisadores, trabalhadores terceirizados e parceiros que contribuíram para consolidar a Universidade como espaço de formação, produção de conhecimento, cultura, ciência e transformação social.

Para celebrar esse marco histórico, a UFMA preparou uma programação que se estende até dezembro. Para além de eventos comemorativos, a agenda dos sessenta anos remonta diferentes dimensões da história institucional e evidencia o papel de pessoas, setores, projetos e iniciativas que fazem parte dessa trajetória.

O reitor da UFMA, Fernando Carvalho, destaca que a programação dos sessenta anos foi pensada para celebrar a trajetória da Universidade e reconhecer quem ajudou a construir a instituição e projetar os próximos anos da UFMA:

"Chegar aos sessenta anos da UFMA significa reconhecer o esforço coletivo de gerações que ergueram uma instituição viva e integrada à sociedade maranhense. Para marcar esse Jubileu de Diamante, preparamos uma programação que se estende pelos próximos meses, abraçando a ciência, a cultura, a tecnologia, a memória e a nossa gente, programação essa que culminará em dezembro, quando faremos uma grande homenagem àqueles que foram fundamentais para construir nosso futuro. Reuniremos toda a comunidade universitária, em sintonia com o nosso calendário institucional. Será um marco de celebração do nosso passado, valorização do presente e projeção de um futuro forte para os próximos sessenta anos."

Ao longo dos próximos meses de celebração, a comunidade acadêmica será convidada a revisitar memórias, reconhecer conquistas e refletir sobre os caminhos que a Universidade continuará construindo nas próximas décadas.

Comunicação que também é memória

A programação de outubro começa celebrando duas instituições que ajudam a contar a história da comunicação pública e universitária no Maranhão: a TV UFMA e a Rádio Universidade FM.

No dia 8 de outubro, será realizado o aniversário da TV UFMA, que celebra onze anos. A emissora integra a trajetória recente da Universidade na comunicação pública, ampliando a presença da UFMA na produção e difusão de conteúdos jornalísticos, educativos, científicos e culturais.

A celebração da comunicação continua no dia 14 de outubro, com o aniversário de quarenta anos da Rádio Universidade FM. Ao longo de quatro décadas, a emissora tornou-se parte da memória radiofônica e afetiva do Maranhão e um importante espaço de divulgação da produção acadêmica, científica e cultural da Universidade.

As duas comemorações marcam a presença da UFMA na sociedade e sua contribuição para democratizar o acesso à informação, à ciência e à cultura.

Entre páginas e memórias: a Biblioteca celebra seis décadas

A história de uma universidade também é preservada em seus livros, documentos, acervos e espaços de leitura. Por isso a Biblioteca da UFMA integra as comemorações dos sessenta anos com o Prêmio Leitor+ 2026: entre páginas e memórias.

A premiação será realizada no dia 14 de outubro e busca fomentar reflexões sobre leitores e leitura, além de reconhecer e estimular inovações no uso qualificado do acervo informacional físico e digital.

Promovendo a leitura como prática científica, formativa e cidadã, o Prêmio Leitor+ relaciona a celebração dos 60 anos à própria missão da Universidade de produzir, preservar e compartilhar conhecimento.

Uma Universidade feita por pessoas

A comunidade que constrói diariamente a UFMA também estará no centro das celebrações. Em outubro, a Semana do Servidor ganha um significado especial ao integrar a programação dos sessenta anos da instituição.

A Semana do Servidor, que será aberta no dia 22 de outubro, reconhece a participação dos servidores na construção cotidiana da Universidade e reforça que a história institucional também é formada pelo trabalho de milhares de pessoas que atuam em diferentes áreas e câmpus.

Na mesma data e local, a UFMA dará as boas-vindas aos novos técnicos-administrativos, em uma cerimônia de posse que simboliza a chegada dos recém-integrados à comunidade universitária. Em meio às comemorações de seis décadas, receber novos servidores também representa olhar para o futuro e para a continuidade da missão institucional.

No dia 23 de outubro, será a vez de celebrar quem produz conhecimento na Universidade. A UFMA realizará a entrega do Prêmio Pesquisador e Pesquisadora Destaque UFMA 2026.

Em sua segunda edição, a premiação valoriza e reconhece o trabalho de pesquisadoras e pesquisadores da instituição e reafirma a importância da produção científica para a Universidade e para o Maranhão. Esse estímulo a excelência acadêmica, a inovação e o desenvolvimento social, mostra uma das dimensões centrais da trajetória de sessenta anos da UFMA: a produção de conhecimento comprometida com a sociedade.

História que se multiplica pelo interior do Maranhão

A celebração dos sessenta anos ultrapassa os espaços da Cidade Universitária e alcança também os câmpus do interior. Em novembro, o Centro de Ciências de Chapadinha (CCCh) celebra os vinte anos da aula inaugural dos cursos de graduação. A cerimônia comemorativa relembra a trajetória de expansão da UFMA e aponta a importância da interiorização do ensino superior público no Maranhão.

Em Pinheiro, a celebração ganha um significado especial: o Centro de Ciências de Pinheiro (CCPi) completa 45 anos em 2026. Ao longo de sua trajetória, o câmpus tem contribuído para o desenvolvimento socioeconômico, científico e cultural da Baixada Maranhense, consolidando-se como espaço de formação acadêmica, produção de conhecimento e inovação.

Para marcar os 45 anos do CCPi, a programação também se integra às comemorações dos sessenta anos da UFMA e reúne atividades voltadas à comunidade universitária e à população da região. Entre as ações, estão o Sarau “Semeando Poesia e Arte na UFMA Pinheiro”, que celebra a poesia e a produção artística pinheirense, regional e brasileira, valorizando talentos da comunidade universitária e de artistas locais; e a Feira das Profissões da UFMA Pinheiro, que apresentará os cursos de graduação oferecidos pelo câmpus, sua estrutura, laboratórios e oportunidades de formação aos futuros ingressantes.

A programação inclui ainda o Circuito Esportivo 45 Anos da UFMA Pinheiro, com atividades de esporte e lazer destinadas à integração de docentes, discentes, técnicos-administrativos e comunidade externa. Festivais e torneios de diferentes modalidades, como esportes coletivos, corrida, xadrez e natação, fazem parte da iniciativa.

A presença da Universidade em diferentes regiões do estado é parte importante de sua história. Ao longo das décadas, a UFMA ampliou sua atuação para além da capital, levando formação, pesquisa, extensão e oportunidades acadêmicas a diferentes municípios maranhenses, contribuindo para o crescimento de marcadores educacionais, econômicos e sociais.

A cultura como parte da identidade universitária

A arte e a cultura também terão espaço na programação do Jubileu de Diamante. De 24 a 27 de novembro, a Universidade Federal do Maranhão, por meio da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), realizará o Festival Maranhense de Coros (Femaco).

Com uma trajetória consolidada no cenário cultural maranhense, o festival reúne coros, regentes e apreciadores da música vocal em uma programação dedicada à arte e à cultura musical.

Comemorar os sessenta anos da UFMA com a realização do Femaco reafirma que a formação universitária e a produção de conhecimento também passam pela cultura, pela sensibilidade artística e pela capacidade de criar espaços de encontro com a sociedade.

Ciência, tecnologia e inovação produzidas pelos estudantes

Novembro também será marcado por um dos momentos mais tradicionais do calendário científico da Universidade. De 23 a 27 de novembro, será realizado o XXXVIII Seminário de Iniciação Científica (SEMIC) e XVIII Seminário de Iniciação Tecnológica e Inovação da UFMA (SEMITI).

Criado na década de 1980, o SEMIC é o mais tradicional evento de socialização da produção acadêmica dos estudantes de graduação. Integrado às ações do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), inicialmente, o evento era voltado à apresentação dos resultados das pesquisas desenvolvidas por bolsistas de iniciação científica, e o seminário consolidou-se como uma atividade anual de divulgação científica em diferentes áreas do conhecimento.

Já o SEMITI, criado em 2008, amplia essa trajetória para o campo do desenvolvimento tecnológico e da inovação. Vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), o seminário valoriza a pesquisa aplicada e o desenvolvimento de soluções inovadoras em diálogo com diferentes setores da sociedade.

Realizados geralmente de forma integrada, SEMIC e SEMITI mostram uma Universidade que não apenas preserva sua história científica, mas também investe na formação das novas gerações de pesquisadores e na produção de conhecimento voltado aos desafios contemporâneos.

O encerramento de um ano para celebrar seis décadas

A programação do Jubileu de Diamante chega ao mês de dezembro com o encerramento das atividades comemorativas dos sessenta anos da UFMA.

O momento será marcado por homenagens e celebrações, reunindo diferentes gerações que ajudaram a construir a história da Universidade. Será uma oportunidade para reconhecer trajetórias, recuperar memórias e celebrar conquistas que atravessam seis décadas.

Aos sessenta anos, a UFMA celebra uma trajetória que se confunde com a própria história da educação superior, da ciência, da cultura e do desenvolvimento do Maranhão. O Jubileu de Diamante é, assim, uma celebração da memória, mas também um convite para pensar os próximos capítulos dessa história.

Por: Ingrid Trindade

Revisão: Jáder Cavalcante

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