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Seminário na UFMA debate acessibilidade e saúde mental de pessoas com deficiência
A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio da Diretoria de Acessibilidade (DACES) e da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROAES), realizará, no próximo dia 30 de setembro, no auditório Sérgio Ferretti, localizado no CEB Velho, o seminário “Entre Direitos e Cuidados: diálogos sobre deficiência, acessibilidade e saúde mental”, em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e ao Setembro Amarelo. O objetivo do evento é propor um espaço de reflexão e diálogo sobre os direitos das pessoas com deficiência, acessibilidade e a promoção da saúde mental no contexto universitário.
É o segundo ano em que a proposta de discutir a saúde mental será apresentada, tomando como referência, principalmente, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, 21, e o Setembro Amarelo. É um momento muito oportuno para as discussões sobre o bem-estar da pessoa com deficiência e também para dar visibilidade a esse público, que, cada vez mais, tem ocupado o espaço universitário. A iniciativa busca ampliar a discussão sobre inclusão, enfrentamento às barreiras e ao capacitismo, acolhimento e construção de ambientes acadêmicos mais acessíveis, respeitosos e inclusivos.
Para a coordenadora do evento, Josenilde Oliveira, a proposta do evento é alinhar os temas que serão abordados à experiência universitária e dar visibilidade a pessoas com alguma deficiência ou autismo:
“Do ponto de vista concreto, falar de saúde mental para esse público significa ter acesso aos materiais de que necessitam e não enfrentar preconceitos e discriminações. Isso vai além da dimensão física, como o simples acesso a rampas. A proposta surge para dar visibilidade às pessoas com deficiência e com autismo, considerando-as também como parte do segmento que vivencia situações de saúde mental. É um tema muito pertinente, e quisemos dar ênfase a essa temática, que já desenvolvemos há algum tempo na UFMA”, destaca.
Josenilde ainda ressalta que a experiência de ver o capacitismo acontecer tem sido recorrente na sociedade de maneira geral. “Nos últimos anos, falar sobre saúde mental nos dá a oportunidade de dialogar sobre relações sociais e sobre barreiras atitudinais, compreendendo como elas impactam a vida da pessoa com deficiência e da pessoa com autismo. Com base em experiências de capacitismo, queremos dar visibilidade às questões que envolvem a vivência de uma pessoa com deficiência e autismo dentro da Universidade.
Para uma das palestrantes do seminário, a bibliotecária Joseana Costa, um dos fatores que pode afetar a saúde mental de pessoas com deficiência na sociedade é o fato de ela constantemente ser submetida à necessidade de justificar barreiras que podem limitar seu direito de ir e vir.
“Na sociedade, a pessoa com deficiência é frequentemente submetida à necessidade de justificar as barreiras que limitam o nosso direito de ir e vir. Esse cenário se replica no ambiente universitário onde, diante da falta de acessibilidade, inclusão e acolhimento nas relações e nos espaços, a vivência do capacitismo afeta negativamente a saúde mental da pessoa com deficiência”, explica ela.
Joseana também destaca que a ausência de acessibilidade pode limitar a liberdade e a autonomia da pessoa com deficiência: "A falta de acessibilidade limita a liberdade e a autonomia da pessoa com deficiência, gerando um desgaste diário que resulta em desmotivação, exaustão e frustração. Esse cenário pode levar ao abandono da Universidade e à desistência do sonho da formação acadêmica”, finaliza a bibliotecária.
Nesse contexto, a UFMA reafirma a importância de uma educação construída de forma colaborativa, pautada em práticas anticapacitistas e no reconhecimento da diversidade e da pluralidade. A perspectiva busca fortalecer o protagonismo das pessoas com deficiência e contribuir para uma comunidade acadêmica mais consciente, acolhedora e comprometida com a inclusão.
Programação diversificada
A programação do evento contará com palestras, oficinas e apresentações artísticas, promovendo um espaço de escuta, troca e construção coletiva por uma universidade mais inclusiva. Confira o cronograma:
8h30: Abertura oficial
9h00: Apresentação artística – Violino com Gaby Olivares
9h20: Palestra 1: “A pessoa com deficiência na universidade: fadiga de acesso e acesso coletivo” com a bibliotecária da UFMA, Joseana Costa Lemos
10h00: Oficina prática
10h30: Palestra 2: “Saúde mental e estratégias de autocuidado para pessoas com deficiência e autismo” com o psiquiatra Nicolas Braga
11h30: Encerramento
Colocar em debate temas que atravessam a experiência de pessoas com deficiência e autismo é ampliar a reflexão sobre como a Universidade pode lidar com as diferentes necessidades de sua comunidade e promover espaços de cuidado, respeito e participação. A programação também abre espaço para o diálogo e a troca de experiências entre estudantes, servidores e demais participantes.
Para quem deseja participar, as inscrições estão disponíveis aqui .
Por: Judson Nunes
Revisão: Jáder Cavalcante