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Seminário “Conexões Forenses” debate enfrentamento à violência contra a mulher

publicado: 18/05/2026 13h50, última modificação: 18/05/2026 14h47
Seminário “Conexões Forenses” debate enfrentamento à violência contra a mulher

A Perícia Oficial de Natureza Criminal do Maranhão realizará, nessa sexta-feira, 22 de maio, o 1º Seminário Conexões Forenses, evento que propõe ampliar o debate sobre o papel das ciências forenses no enfrentamento à violência contra a mulher. O encontro ocorrerá das 14h às 18h, no Auditório do Palácio Henrique de La Rocque, no bairro Jardim Renascença, e contará com emissão de certificado de 4 horas.

A iniciativa integra o calendário anual de ações da Coordenação de Perícia no Enfrentamento à Violência contra a Mulher e pretende construir conexões entre profissionais, estudantes e instituições que atuam diretamente no combate à violência de gênero. Durante o seminário, serão debatidos temas relacionados às ciências forenses e à proteção das vítimas, como crimes virtuais praticados contra mulheres, impactos físicos e psicológicos da violência, preservação de vestígios e o papel das instituições que compõem a rede de apoio.

Voltado para estudantes, profissionais e toda a sociedade, o seminário busca fortalecer o diálogo entre instituições, universidades e rede de proteção às mulheres, promovendo discussões sobre os impactos sociais, jurídicos e científicos da violência de gênero. Além da Perícia Oficial, o evento reunirá representantes da Defensoria Pública, Patrulha Maria da Penha, universidades e profissionais que atuam diretamente no enfrentamento à violência contra a mulher.

Para a perita Lyana Barbosa Silva, levar esse debate para o ambiente acadêmico é essencial para aproximar os estudantes da realidade prática da atuação pericial e estimular novas pesquisas na área. “É importante que futuros profissionais compreendam que a perícia vai muito além da investigação criminal em si. Existe um impacto social, humano e jurídico muito relevante no trabalho realizado, especialmente em casos envolvendo violência de gênero. Essa aproximação fortalece tanto a academia quanto às instituições periciais, é uma construção conjunta”, afirmou.

Segundo a perita, a aproximação entre universidade e instituições periciais também contribui para ampliar a compreensão sobre os impactos da violência de gênero. “A ciência que sustenta o trabalho da Perícia Oficial nasce dentro das universidades. São as pesquisas, os estudos e a produção acadêmica que ajudam no avanço das ciências forenses e no desenvolvimento de novas metodologias e tecnologias aplicadas às investigações. Levar esse debate para o ambiente acadêmico é fundamental para aproximar os estudantes da realidade prática da atuação pericial e também para estimular novas pesquisas e reflexões sobre o enfrentamento à violência contra a mulher”, destacou.

A proposta do seminário dialoga com iniciativas desenvolvidas na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que vem ampliando ações de conscientização, acolhimento e combate à violência de gênero dentro da comunidade acadêmica.

Em março deste ano, a Universidade aderiu à mobilização nacional de combate ao feminicídio com a instalação do Banco Vermelho, símbolo internacional de conscientização sobre a violência contra a mulher. A ação busca chamar atenção para os altos índices de feminicídio no país e reforçar a importância da denúncia e da prevenção.

A atuação da Universidade também se estende à área da saúde. Recentemente, a UNA-SUS-UFMA lançou um programa de qualificação voltado para equipes de saúde bucal, com foco na identificação e acolhimento de mulheres vítimas de violência. A iniciativa busca capacitar profissionais para reconhecer sinais de agressão e atuar de forma mais humanizada no atendimento às vítimas, fortalecendo a rede de proteção por meio da educação e da saúde pública.

O debate sobre violência contra a mulher também alcançou outras áreas do conhecimento dentro da Universidade. O curso de Ciências Contábeis da UFMA promoveu um encontro sobre educação financeira no enfrentamento à violência contra a mulher, destacando como a dependência econômica pode dificultar o rompimento de ciclos de violência. A ação reforçou a importância da autonomia financeira como instrumento de proteção e emancipação feminina.

Além das ações educativas, a UFMA também conta com o Núcleo Integrado de Acolhimento (NIA), espaço voltado ao atendimento da comunidade universitária em situações de vulnerabilidade e violência. O núcleo atua oferecendo acolhimento e orientação, fortalecendo as políticas institucionais de cuidado e proteção dentro da Universidade.

Para participar do Seminário Conexões Forenses, é necessário preencher o formulário disponível neste link (clique aqui). Para as vagas presenciais, será solicitada a doação de 1 kg de alimento não perecível como taxa de inscrição.

Por: Byanca Santos

Revisão: Jáder Cavalcante

 

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