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Promovida pela UFMA, XI Semana de Artes Visuais debate “Memória sem censura – a arte como resistência durante a ditadura militar brasileira"

publicado: 18/03/2026 16h33, última modificação: 18/03/2026 17h47
Evento será realizado no Centro de Ciências Humanas (CCH), Câmpus São Luís, entre os dias 18 e 20 de março
Promovida pela UFMA, XI Semana de Artes Visuais debate “Memória sem censura – a arte como resistência durante a ditadura militar brasileira"

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Centro Acadêmico Ferreira Gullar, Gestão – Urucum, promove, entre os dias 18 e 20 de março, a XI Semana de Artes Visuais. Com o tema “Memória sem censura — a arte como resistência durante a ditadura militar brasileira", o evento ocorrerá no Auditório Mário Meireles do Centro de Ciências Humanas (CCH), no Câmpus São Luís. 

A iniciativa nasceu em 2016, idealizada pelos discentes do Curso de Artes Visuais,  como momento de interação acadêmica e partilha crítica entre graduandos, docentes e público geral por meio de oficinas, palestras e rodas de conversas. A abordagem deste ano traz reflexões sobre as formas de uso da arte e o poder da educação em períodos de repressão, sendo um modo de relembrar o passado e compreender a força do fazer criativo para a manutenção humana.

Nesta edição, a programação será dividida em três eixos de apresentação, com início nesta quarta-feira, 18 de março, com uma roda de conversa sobre “Identidade como denúncia: recorte de resistência em moda”. O momento contará com a presença de marcas de roupas maranhenses e exibição do documentário Tropicália.

Nesta quinta-feira, 19, será abordado o tema "protesto na música", com o debate intitulado “Hip-hop é compromisso: corpo e voz como protesto”, além de apresentações artísticas e de danças. 

Para finalizar o evento, na sexta-feira, 20, o foco será na Licenciatura com o tema: “Repassando memórias: Arte-educação na construção da história”, com a participação de alunos e professores em diálogo sobre ensino. 

O docente de Artes Visuais e palestrante do ato, Alexandre de Mourão, ressalta a significância do evento na formação contemporânea de educadores-artistas e convida o público a participar. “A gente convida toda a comunidade acadêmica a participar e a observar como a arte tem falado, porque sabemos que, em períodos de recrudescimentos, em períodos de cerceamento de liberdade, geralmente, a arte é a primeira atingida e também é uma das primeiras a se manifestar. E muitas vezes por meio de imagens, gestos e sinais”, finaliza.

Por: Elcyane Ayres

Revisão: Jáder Cavalcante

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