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Projeto de extensão “Educar Para Cuidar” participa do I Seminário Intersetorial sobre saúde e prevenção nas escolas em Imperatriz
Evento promovido pela SEMED reuniu profissionais da saúde, da educação e acadêmicos de Enfermagem do CCIm
Foi realizado, no dia 9 de março, o I Seminário Intersetorial de Saúde e Prevenção nas Escolas, em Imperatriz, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) e com o projeto de extensão “Educar para Cuidar: ações educativas e rastreamento da hanseníase”, do curso de Enfermagem, do Centro de Ciências de Imperatriz da UFMA.
O evento teve como tema “Educar é prevenir: caminhos intersetoriais para a promoção da saúde na escola” e contou com a participação de professores da rede municipal, coordenadores pedagógicos, gerentes de Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Imperatriz e estudantes de Enfermagem do CCIm. O intuito do seminário foi promover a formação intersetorial entre profissionais da saúde e da educação visando ao fortalecimento de ações de prevenção e de promoção da saúde nas escolas.
A programação contou com a palestra magna sobre saúde mental e duas mesas-redondas, a primeira sobre hanseníase e a segunda sobre sexualidade, com espaço para interações e perguntas dos participantes. Na abertura do seminário, o superintendente municipal de Atenção Primária e Vigilância em Saúde de Imperatriz, Anderson Nascimento, ressaltou que a parceria entre saúde e educação é de extrema importância para a vigilância constante da saúde das crianças e adolescentes nas escolas. “Muitas situações de vulnerabilidade que precisam ser conduzidas e tratadas pela Secretaria de Saúde são identificadas nas escolas. Vocês, na condição de educadores, têm esse olhar de sensibilidade para identificar as crianças que mais precisam de atenção. Então são nossos parceiros no sentido de mostrar onde nós precisamos intensificar nossas ações”, destacou o superintendente.
Autoridades do município participaram da mesa de abertura do I Seminário Intersetorial
A docente do curso de Enfermagem do CCIm Jacinta Feitoza participou da mesa-redonda “Informar para prevenir: o papel da escola no diagnóstico precoce e no enfrentamento do estigma da hanseníase”. A docente coordena o projeto de extensão “Educar para cuidar”, que realiza o rastreamento da hanseníase em Imperatriz a partir de ações estratégicas como atividades educativas, avaliação dermatoneurológica e diagnóstico em crianças menores de 15 anos. “O nosso objetivo, na condição de pesquisador, profissional de saúde, vigilante pedagógico, é levar para dentro da escola um conteúdo escolar para trabalhar a hanseníase e os sinais iniciais da doença porque ela afeta a criança e deixa sequelas”, enfatizou a professora.
O acadêmico de Enfermagem e integrante do projeto de extensão da UFMA, Gabriel Vinícius Andrade, comentou que a articulação com a Secretária de Educação é essencial para facilitar o acesso ao público-alvo e para cumprir os objetivos do projeto. “No nosso contexto atual, uma criança que é diagnosticada com hanseníase significa que na família existe uma cadeia de transmissão ativa. A partir do momento em que a gente faz a avaliação dermatoneurológica e identifica essa criança como um possível caso de hanseníase ou como um caso de hanseníase, a gente encaminha ela para o serviço de saúde. Aí entra a Secretaria de Saúde, o Serviço de Atenção Básica, em que a estratégia de saúde da família, a equipe multidisciplinar, vai acompanhar esse caso e acompanhar essa família”, explicou.
Ele acrescenta que capacitar os gestores da educação, coordenadores pedagógicos e professores de ciências ajuda a dar uma continuidade da formação, fortalecendo o projeto e garantindo uma saúde mais universal, com disseminação do conhecimento, redução dos estigmas sobre a doença e, principalmente, o diagnóstico mais cedo, que é um dos principais desafios quando se fala de hanseníase.
Por: Sebastião Rocha
Fotos: Nicole Bianca
Revisão: Jáder Cavalcante