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Projeto Cidadania Digital realiza visita institucional em Alcântara para estreitar laços com comunidades tradicionais
Com o objetivo de transformar a conectividade em ferramenta de emancipação social, a equipe do projeto Cidadania Digital realizou, entre 6 e 9 de maio, uma importante visita institucional ao município de Alcântara.
A ação marca uma etapa fundamental do cronograma: o contato direto com as comunidades quilombolas e pesqueiras para ouvir suas demandas, conhecer o território e consolidar o diálogo que norteará as ações de letramento tecnológico na região.
Fruto de uma parceria entre a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o projeto busca ir além da infraestrutura técnica. A visita a Alcântara focou na chamada "interação dialógica", em que o saber acadêmico se encontra com o conhecimento tradicional para construir metodologias de ensino personalizadas.
Durante a jornada, a comitiva percorreu pontos estratégicos e reuniu-se com lideranças locais. Para o Coordenador Geral do projeto, professor Saulo Pinto Silva, a presença física na cidade é indispensável. "Viemos a Alcântara para sentir a realidade local, entender as dificuldades de acesso e, principalmente, as potencialidades que o letramento digital pode trazer para o desenvolvimento econômico e cultural dessas comunidades", pontuou.

A Pró-reitora de Extensão e Cultura da UFMA e coordenadora adjunta do projeto, professora Zefinha Bentivi, reforçou que a iniciativa é um marco de cidadania. Em suas intervenções, ela destacou que o acesso à internet é apenas o primeiro passo. "Nas sociedades contemporâneas, o acesso às tecnologias é fundamental, mas não basta o acesso; é necessário e urgente o letramento digital. Nossa missão em Alcântara é garantir que a tecnologia seja uma ferramenta de autonomia", afirmou.
Próximos Passos
Após este mapeamento e diálogo inicial, o projeto segue para a fase de implementação dos cursos e oficinas de letramento. A expectativa é que o modelo desenvolvido em Alcântara e Raposa torne-se uma referência em extensão universitária, demonstrando como parcerias entre órgãos reguladores, como a Anatel, e a academia podem gerar impactos sociais diretos e profundos.
Por: PROEC/UFMA
Revisão: Jáder Cavalcante