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Projeto Cidadania Digital da UFMA promove nova etapa de formação na comunidade de Prainha, em Alcântara

publicado: 03/11/2026 11h52, última modificação: 03/11/2026 14h32
Iniciativa desenvolvida pela Pró-reitoria de Extensão e Cultura, em parceria com a Anatel, utiliza jogos educativos e ferramentas tecnológicas para ampliar conhecimentos sobre o ambiente digital e o acesso a serviços públicos
Projeto Cidadania Digital da UFMA promove nova etapa de formação na comunidade de Prainha, em Alcântara

Após a formação, os participantes receberam certificados. Foto: Isadora Santos

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), realizou, nos dias 30 e 31 de outubro, mais uma etapa do projeto Cidadania Digital na comunidade de Prainha, no município de Alcântara (MA). A iniciativa busca promover a inclusão digital, ampliar o acesso ao conhecimento tecnológico e fortalecer a autonomia dos participantes no uso de ferramentas e serviços disponíveis na internet.

As atividades tiveram início pela manhã, com a recepção dos participantes e a organização dos materiais pela equipe responsável. Os novos integrantes, que não haviam participado da primeira etapa do projeto, responderam a um questionário diagnóstico, destinado a reunir informações para o acompanhamento e a avaliação do processo de aprendizagem. A formação foi organizada em dois eixos complementares: o analógico, dedicado à compreensão inicial de conceitos e ferramentas digitais, e o digital, voltado à aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.

Durante a primeira etapa, os participantes conheceram o Sistema EAAS — Entrada, Atenção, Ação e Saída — e participaram de dinâmicas educativas, entre elas, um jogo da memória com símbolos e referências a aplicativos de redes sociais e programas governamentais.

Primeira etapa da formação é dedicada aos conceitos teóricos. Foto: Isadora Santos

Outro momento da oficina foi dedicado à identificação e à compreensão de ícones presentes nas interfaces digitais, como microfone, lupa, cadeado, olho e códigos de verificação. A partir de exemplos cotidianos, os participantes aprenderam a reconhecer funcionalidades utilizadas em aplicativos, incluindo o envio de mensagens de áudio pelo WhatsApp.

A programação também contemplou orientações sobre a plataforma GOV.BR, com explicações sobre cadastro, criação de senhas, utilização de e-mail e acesso a funcionalidades dos serviços públicos digitais.

A atividade também contribuiu para a formação de equipes, organizadas em ilhas de trabalho, favorecendo a colaboração e a troca de experiências.

No período da tarde, os conhecimentos apresentados durante o eixo analógico foram colocados em prática por meio de tablets e do aplicativo Cidadania Digital, desenvolvido para simular situações relacionadas ao uso de ferramentas e serviços eletrônicos. Com o acompanhamento dos monitores, os participantes realizaram exercícios que reproduziam experiências do cotidiano digital, permitindo reconhecer comandos, interpretar símbolos e desenvolver maior familiaridade com os dispositivos.

Participantes aplicam os conteúdos teóricos na prática. Fotos: Isadora Santos

Para o formador e coordenador do projeto Cidadania Digital, o professor Saulo Pinto, a proposta pedagógica busca aproximar o universo tecnológico da realidade das comunidades, oferecendo oportunidades para que os participantes desenvolvam habilidades e ampliem sua autonomia.

Por meio da parceria entre a PROEC e a Anatel, o projeto Cidadania Digital busca contribuir para a redução das barreiras de acesso ao conhecimento tecnológico, especialmente, em territórios onde as oportunidades de formação digital podem ser mais limitadas.

A entrega dos certificados foi seguida de uma confraternização, celebrando mais uma etapa da formação na comunidade de Prainha.

Participantes celebram novos conhecimentos. Foto: Isadora Santos

Entre os participantes, a experiência representou uma oportunidade de adquirir conhecimentos e desenvolver habilidades que poderão ser utilizadas em diferentes situações do dia a dia.
“Foi muito importante para enriquecer ainda mais os conhecimentos que eu já tinha com relação a esse mundo digital. Acrescentou muito e tenho certeza de que vai ser de muita utilidade na minha vida e na vida da comunidade”, afirmou Maria da Graça Amorim, de 67 anos, moradora da comunidade quilombola de Prainha e participante das oficinas. Para ela, a experiência também reforçou a importância do acesso ao conhecimento como instrumento de transformação social. “Nós sabemos que, do jeito que o mundo está, precisamos ter conhecimento, porque conhecimento liberta. Vou utilizar muito o que aprendi aqui, com certeza”, ressaltou.

Por: Emerson Araújo 

Produção: Emerson Araújo

Fotos:  Isadora Santos

Revisão: Jáder Cavalcante

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