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Professor da UFMA lança livros sobre currículo, gênero, sexualidade e relações étnico-raciais

publicado: 25/08/2026 13h39, última modificação: 25/08/2026 15h28
O lançamento das obras foi realizado durante evento acadêmico internacional na Paraíba
Professor da UFMA lança livros sobre currículo, gênero, sexualidade e relações étnico-raciais

Obras, organizadas por professores da UFMA e da UEPB, contam com 31 textos. Foto: divulgação

Temas centrais para a educação brasileira, como gênero, sexualidade e relações étnico-raciais, pautam duas novas obras coordenadas pelo professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Danilo Araújo de Oliveira. Os livros foram lançados na Paraíba, durante um evento internacional que reuniu o XII Colóquio Internacional de Políticas Curriculares, o VIII Seminário Nacional do Grupo de Pesquisa Currículo e Práticas Educativas e o V Simpósio da Região Nordeste sobre Currículo. O encontro reuniu pesquisadores de diferentes instituições e constituiu um importante espaço de discussão sobre as políticas curriculares e os desafios contemporâneos da educação.

As coletâneas foram organizadas por Danilo Araújo de Oliveira, professor da UFMA, e pelo professor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Rafael Honorato.

Os livros "Questões e Políticas de Currículo sobre gênero, sexualidade e diferença" e "Currículo para as relações étnico-raciais: deslocando fundamentos nos estudos curriculares" são compostos por 31 textos e são fruto de debates e produções do II Seminário Nacional de Questões e Políticas de Currículo, evento realizado na UFMA em 2025 que reuniu pesquisadores para discutir diversidade e a produção de subjetividades no campo educacional.

As publicações buscam ampliar o debate acadêmico, sobretudo, diante do avanço de perspectivas ultraconservadoras que tensionam as políticas de reconhecimento dos direitos humanos. De acordo com o professor Danilo Araújo, esse avanço conservador tenta limitar identidades no ambiente escolar, o que reforça a necessidade de compreender o currículo como um espaço de disputa de saberes e formas de existência.

“O primeiro desafio é disputar a própria definição do que pode ser ensinado, pensado e vivido na escola. Quando falamos em avanço ultraconservador, não estamos falando apenas de grupos que discordam de determinados conteúdos. Estamos diante de movimentos que procuram produzir interdições sobre determinados conhecimentos, corpos, identidades e formas de existência, muitas vezes mobilizando aquilo que os estudos sobre gênero e sexualidade identificam como pânico moral. Mas há um segundo desafio, talvez ainda mais profundo: não permitir que o currículo seja reduzido a um instrumento de normalização. A perspectiva pós-estruturalista nos ajuda a perceber que o currículo nunca é neutro. Ele seleciona conhecimentos, produz verdades, organiza visibilidades e invisibilidades e participa da produção de determinados sujeitos”, explica.

Livros foram lançados em evento internacional na Paraíba. Foto: divulgação

O professor defende, ainda, que não basta inserir novas temáticas na escola, é necessário alterar as próprias bases que orientam a educação. Para ele, as obras “não querem apenas incluir novos sujeitos dentro de um currículo que permanece estruturalmente o mesmo. Elas perguntam se não precisamos transformar os próprios fundamentos a partir dos quais pensamos o currículo”.

As publicações contaram com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) e estão disponíveis para download no site da Editora Pedro & João, possibilitando o acesso gratuito às produções e ampliando sua circulação entre toda a comunidade acadêmica e interessados nos estudos curriculares.

Por: DCOM

Fotos: divulgação

Revisão: Jáder Cavalcante

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