Notícias
Premiação Leitor + 2026 marca o encerramento do ano jubilar em celebração aos sessenta anos da Biblioteca Central da UFMA
Solenidade homenageou bibliotecários e servidores da UFMA. Foto: Sarah Dantas (DCOM)
Com a entrega do Prêmio Leitor + 2026 e uma programação especial, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) encerrou, nessa quarta-feira, 14, o ano jubilar em comemoração aos sessenta anos da Biblioteca Central. A solenidade, realizada no Centro Pedagógico Paulo Freire, marcou a trajetória de uma das primeiras estruturas da Universidade, e destacou iniciativas voltadas à preservação da memória institucional, à democratização do acesso ao conhecimento e ao incentivo à leitura.
O diretor do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi), César Castro, destacou o papel da premiação na valorização dos leitores e na celebração dos serviços oferecidos pela Universidade.
“O Prêmio Leitor+ deste ano tem uma dupla finalidade, não só reconhecer aqueles que fazem uso das nossas bibliotecas, mas também comemorar os sessenta anos de uma instituição da UFMA que oferece um serviço de qualidade, democrático e que oferece a todos o acesso à informação e conhecimento”, afirmou. Segundo ele, o trabalho desenvolvido contribui para o ensino, a pesquisa científica e a extensão universitária.
Como parte das comemorações, também foram pré-lançadas nove obras inéditas da coleção especial da Editora da UFMA (EDUFMA) e apresentado ao público o portal MemORAR, dedicado à memória institucional da UFMA.
Incentivo à leitura e reconhecimento de leitores
O Prêmio Leitor+ reconhece estudantes do Colégio Universitário (COLUN), egressos da pós-graduação, estudantes da graduação de todos os centros, docentes e técnicos- administrativos pelo destaque na utilização dos acervos físicos e digitais ao longo de 2025.
Entre os premiados, a estudante do COLUN Alice Valentina Moreira, de 12 anos, vencedora pelo segundo ano consecutivo, desta vez na categoria “Acervo impresso - Mais empréstimos em 2025”. Nesse ano, ela leu 135 obras e destacou o interesse por mangás, histórias em quadrinhos e livros de suspense.
“Para mim, esse prêmio é um motivo de alegria, ainda mais recebendo pelo segundo ano consecutivo. É um evento muito bonito, que valoriza os leitores e isso faz que eu me sinta muito importante”, declarou, ressaltando que iniciativas como essa também incentivam outras pessoas a desenvolver o hábito da leitura.
Estudante Alice Valentina Moreira recebeu o Prêmio Leitor + 2026. Foto: Sarah Dantas (DCOM)
A solenidade também concedeu menção honrosa “Fomentadores de leitura do Sistema Integrado de Bibliotecas - 2025” a quatro servidores que participaram ativamente do incentivo à leitura entre a comunidade acadêmica. Entre as homenageadas, a bibliotecária do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Regina França, fundadora do grupo de leitura Leia Mais.
Criado em 2016 e consolidado em 2020, o grupo surgiu da troca de livros entre estudantes e, atualmente, promove o compartilhamento de ideias e experiências a partir da leitura, especialmente, de obras clássicas.
“Para mim, essa homenagem tem que ser extensiva ao grupo de leitura, que surgiu de uma troca muito enérgica de figurinhas e experiências entre os estudantes sobre os livros. Então hoje o meu sentimento é de satisfação por estar aqui representando o grupo”, afirmou a homenageada.
Obras inéditas e preservação da memória institucional
A programação comemorativa também destacou a contribuição da EDUFMA para a divulgação da produção intelectual da Universidade. Nesta primeira etapa, foram pré-lançadas nove obras inéditas da "Coleção especial EDUFMA: 60 ANOS DA UFMA", voltadas à preservação, à difusão e à valorização da memória institucional.
De acordo com a coordenadora da editora, Irenilma Cadete Lima, a iniciativa busca ampliar o alcance das publicações produzidas na Universidade e aproximar esse conhecimento da sociedade. Durante o evento, também foram disponibilizadas obras para doação como forma de incentivo à leitura.
“Nós queremos que a produção da Universidade ultrapasse os muros, o conhecimento não pode ficar preso, então a editora tem essa missão de fazer esse elo entre a Universidade e a sociedade”, ressaltou.
Outro destaque foi a apresentação do portal MemORAR, desenvolvido para ampliar o acesso à memória institucional e ao acervo de obras raras e especiais sob a guarda do SIBi. A plataforma disponibiliza materiais históricos digitalizados, permitindo ao público consultar documentos relacionados à trajetória da Universidade.
O historiador do SIBi e responsável pelo portal, Flávio Matos, explicou que a coleção de obras raras reúne cerca de trezentos itens, enquanto o conjunto de documentos históricos em processo de catalogação soma aproximadamente mil materiais, entre eles, produções antigas, registros da história da Biblioteca Central e as primeiras teses defendidas na instituição.
“Temos uma coleção de obras raras, com cerca de trezentos itens até o momento. Nós higienizamos, tratamos essa informação, digitalizamos e agora estaremos disponibilizando para qualquer pessoa na web”, explicou. Para ele, o portal representa uma conquista importante para a preservação e a divulgação da história universitária.
Biblioteca Central: memória, conhecimento e inovação
Ao longo de seis décadas, a Biblioteca Central acompanhou o desenvolvimento da UFMA e consolidou-se como referência para as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Como unidade central do Sistema Integrado de Bibliotecas, contribui para atender às demandas da comunidade acadêmica em São Luís e nos demais câmpus da Universidade.
Durante a solenidade, o reitor da UFMA, Fernando Carvalho, destacou os investimentos realizados no sistema de bibliotecas, especialmente nas áreas de pessoal, infraestrutura e tecnologia, para acompanhar as transformações no ensino superior.
“Nós temos investido bastante no sistema de bibliotecas, com mais servidores, infraestrutura e tecnologia, e a nossa Universidade tem hoje destaque nacional. São vários prêmios obtidos, e isso mostra que estamos avançando cada vez mais, nos modernizando e nos adaptando ao novo modelo de ensino advindo com a IA. Nós estamos preparados, com o pé no presente e olhar no futuro”, afirmou.
A celebração dos sessenta anos reafirma a importância da Biblioteca Central na democratização do acesso à informação e na formação de leitores, ao mesmo tempo que projeta novos caminhos para a preservação da memória universitária.
Por: Agaminon Sales
Fotos: Sarah Dantas
Revisão: Jáder Cavalcante
