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Pesquisadores da UFMA e UFDPar fortalecem parceria com pesquisas inovadoras sobre uso da goma do cajueiro na Odontologia
Na última semana, pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Odontologia (PPGO) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), realizaram uma visita técnica estratégica à Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), em Parnaiba-PI. A missão teve por objetivo consolidar a colaboração com o Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBiotec) e o Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Biotecnologia da instituição piauiense.
A parceria tem por foco o desenvolvimento de tecnologias aplicadas à saúde bucal, especificamente, o estudo da goma do cajueiro em formulações odontológicas para a prevenção e o controle da erosão dentária.
A colaboração foi celebrada pelos representantes de ambas as instituições como um marco para a pesquisa entre as duas instituições:
"Essa interação é fundamental para o avanço da ciência na nossa região. Unir a expertise odontológica e clínica da UFMA com o potencial biotecnológico da UFDPar nos permite desenvolver soluções reais para problemas como a erosão dentária, utilizando nossa biodiversidade", afirmou a pesquisadora do PPGO-UFMA Leily Firoozmand.
"Receber os pesquisadores do PPGO-UFMA fortalece nosso compromisso com a ciência de alto nível. A troca de experiências e o uso compartilhado de nossa infraestrutura, como o Núcleo de Pesquisa em Biotecnologia e Biodiversidade, aceleram resultados que beneficiam a sociedade", reforçou o Coordenador do PPGBiotec-UFDPar, Lucas Nicolau.
A relevância do estudo foi recentemente reconhecida pelo Banco da Amazônia (BASA), que selecionou a proposta por meio do Edital “Seleção Pública de Pesquisas Científicas e Tecnológica Edição-2024” como um dos vinte melhores projetos de pesquisa e inovação financiados pela instituição, destacando seu potencial de impacto na região. Desta forma, ao longo destes anos o projeto vem sendo conduzido por alunos de Iniciação Cientifica (PIBIT) e doutorado.
Imersão científica e tecnologia de ponta
Ao longo da semana, a equipe participou de discussões científicas e treinamentos práticos, incluindo capacitações em Microscopia de Força Atômica (AFM) e em técnicas avançadas de isolamento e purificação de polissacarídeos da goma do cajueiro, etapas essenciais para o desenvolvimento de novas formulações.

Registros das atividades desenvolvidas durante o intercâmbio científico. Foto: divulgação
A programação foi concluída com um workshop, que contou com a cobertura da TV Brasil e destacou a importância da integração entre universidades federais para o fortalecimento da pesquisa e da inovação no Nordeste.
Entre as atividades: Leily Macedo, do PPGO-UFMA, apresentou a palestra “Erosão Dentária: desafios Atuais e Abordagem Contemporânea”; Cristie Luis Kugelmeier, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), discutiu a apresentação de imagens científicas obtidas por MEV; e Angelita Moreira, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), falou sobre trajetória acadêmica e oportunidades tecnológicas. O encontro também incluiu debates sobre empreendedorismo e startups no ambiente acadêmico.
A experiência impactou diretamente a formação dos discente do Programa de Pós-graduação em Odontologia da UFMA envolvidos no projeto. "Participar dessa missão foi uma experiência enriquecedora. O contato prático com técnicas avançadas, como a microscopia de força atômica, e a discussão sobre inovação com professores de diferentes instituições e áreas ampliaram a minha visão sobre como fazer ciência aplicada e de qualidade", destacou o doutorando do PPGO, Mayron Guedes.
Para a pesquisadora do PPGBiotec-UFDPar, Durcilene Alves, “a semana foi cheia de discussões científicas e atividades práticas. Essa interação é fundamental para que os grupos se integrem, unindo o conhecimento sobre as características da goma do cajueiro e as necessidades da aplicação biológica. Atividades assim são enriquecedoras e devem ser cada vez mais incentivadas".
A execução do projeto conta com uma robusta rede de fomento. Além do financiamento do Banco da Amazônia (BASA) e administração pela Fundação Sousândrade, a pesquisa tem o apoio da CAPES e FAPEMA, além do suporte institucional da UFMA e do PPGO-UFMA, que incentivam a mobilidade acadêmica como pilar para a excelência na pós-graduação.
Por: Ingrid Trindade, com informações do PPGO-UFMA
Fotos: divulgação
Revisão: Jáder Cavalcante