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Pesquisadoras da UFMA divulgam livro sobre a saúde das mulheres de São Luís em Congresso Brasileiro de Nutrição de 2026

publicado: 18/05/2026 11h53, última modificação: 18/05/2026 12h57
Pesquisadoras da UFMA divulgam livro sobre a saúde das mulheres de São Luís em Congresso Brasileiro de Nutrição de 2026

A estudante de mestrado e autora Geowanna Silva durante CONBRAN 2026. Foto: divulgação

Pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) apresentaram, na última semana, o livro “Condições de saúde e estilo de vida de mulheres residentes em uma comunidade em São Luís” no Congresso Brasileiro de Nutrição de 2026 (CONBRAN). A obra, lançada em dezembro de 2025, por meio da EDUFMA, reúne uma série de estudos científicos que jogam luz sobre como a desigualdade social e as condições econômicas afetam diretamente a saúde e o bem-estar da população feminina na capital maranhense.

Ao longo dos capítulos, as pesquisadoras Geowanna da Silva Silva e Helma Jane Ferreira detalham os principais determinantes que moldam a rotina das mulheres, passando por aspectos como qualidade da alimentação, prática de atividades físicas, saúde mental e a prevalência de doenças crônicas. O livro evidencia que o processo de adoecimento está estritamente ligado às vulnerabilidades sociais enfrentadas no dia a dia, como as barreiras no acesso a serviços de saúde e as alimentações financeiras para a manutenção de um estilo de vida saudável.

A importância de fortalecer a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital também é um dos eixos centrais debatidos na obra. Para Geowanna, as limitações no atendimento básico comprometem o tratamento a longo prazo. "Muitas vezes, a atenção primária, as unidades básicas de saúde, acabam funcionando de uma forma limitada, focada em resolver demandas muitas vezes imediatas e não levam em consideração, também, os contextos sociais, emocionais ou econômicos em que essas mulheres vivem. É preciso que se tenha uma atenção primária que seja mais acolhedora, mais resolutiva, que olhe para essas questões que vão além da saúde física”, disse ela.

Além dos problemas na estrutura de atendimento, a falta de atenção ao sofrimento emocional dessas mulheres é outro ponto crítico apontado no estudo. A estudante de mestrado explica que a pobreza e a sobrecarga de trabalho geram um impacto direto e profundo na mente dessas moradoras. “Elas vivem jornadas exaustivas acumulando trabalho: cuidam dos filhos, da casa e muitas ainda trabalham fora e longe. Além disso, precisam lidar com insegurança alimentar, dificuldades financeiras e até violência. Todo esse cenário gera sofrimento e ansiedade que as adoecem mentalmente e muitas vezes isso não é visualizado pelos serviços de saúde pública”, alertou.

Diante de toda essa realidade, as autoras reforçam que o livro não quer ser apenas mais uma pesquisa guardada na gaveta, mas, sim, um empurrão para a mudança. A intenção é que os dados sirvam de base para os governantes e os profissionais de saúde, para que entendam de verdade o que se passa na periferia. Só conhecendo de perto a vida dessas mulheres será possível criar projetos que realmente funcionem e tragam mais qualidade de vida para as comunidades em São Luís.

Para saber mais sobre a obra, acesse o site da EDUFMA clicando aqui. 

Por: Judson Nunes

Revisão: Jáder Cavalcante

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