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Pesquisadora da UFMA representa o Brasil na 8ª Assembleia do Fundo Global do Meio Ambiente

publicado: 16/06/2026 13h12, última modificação: 16/06/2026 16h43
Uma das três brasileiras escolhidas no mundo, a pesquisadora participou de curso exclusivo de alta liderança voltado para a conservação da biodiversidade
Pesquisadora da UFMA representa o Brasil na 8ª Assembleia do Fundo Global do Meio Ambiente

Pesquisadora Catherine Rios durante GEF 2026. Foto: acervo pessoal

Uma pesquisadora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) foi selecionada pelo Programa Gustavo Fonseca de Liderança Juvenil em Conservação e pelo Programa de Bolsas do Fundo Brasileiro para Biodiversidade (FUNBIO) para representar o Brasil e participar da 8ª Assembleia do Fundo Global do Meio Ambiente (GEF), no Uzbequistão, na Ásia Central. A egressa da UFMA e pesquisadora do Laboratório de Estudos Botânicos da UFMA Catherine Rios faz parte de um grupo de apenas catorze bolsistas do mundo inteiro, sendo uma das três brasileiras, convidados para o evento global e para um curso exclusivo de alta liderança.  

Criado na Rio-92 (Conferência das Nações Unidas), o GEF é uma das instituições centrais na governança ambiental internacional e é o principal mecanismo financeiro multilateral do mundo dedicado à sustentabilidade. Os países doadores e beneficiários se reúnem a cada quatro anos em uma assembleia para definir o orçamento para o futuro e apoiando as iniciativas em países em desenvolvimento, destinando recursos para projetos que contribuam para o cumprimento das metas estabelecidas em acordos globais relacionados à conservação da biodiversidade, às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável. 

Autoridades representantes dos países membros do GEF durante 8ª Assembleia. Foto: acervo pessoal.

A representante maranhense na assembleia, Catherine Rios, destaca que a oportunidade de estar no evento reforça a importância e responsabilidade do Maranhão em ocupar espaços de decisão global. “É uma grande responsabilidade representar o estado e levar essas pesquisas para esses espaços, pois tento trazer à luz o fato de que ainda precisamos de muito mais representantes e demais pessoas atuando nessas áreas. O Maranhão tem uma alta biodiversidade, e grande parte dela ainda não é reconhecida ou sequer conhecida. Trata-se de um estado com território extremamente extenso, rico culturalmente e em recursos naturais, o que demanda um gasto e um investimento muito maiores para a ciência, a fim de que possamos descobrir e pesquisar essas áreas. Portanto estar nesses espaços é fundamental para dar voz a todas as pessoas que ainda dependem e precisam desse tipo de recurso”, disse a pesquisadora. 

Catherine também ressalta que sua participação no evento foi um momento de aprendizado e trocas: “No evento, pude entender como funcionam os mecanismos e quais os objetivos que norteiam os tomadores de decisões de cada país. Tive acesso às instituições de financiamento de pesquisa internacional, além de fazer muitas conexões profissionais. Foi um momento de muito crescimento pessoal e profissional, principalmente, porque ainda tivemos um curso de liderança no qual aprendemos como nos apresentar profissionalmente, fazer novos contatos, planejar e criar planos de ação voltados para a sociedade, de forma que alcance a Conservação da Biodiversidade”.

Alguns dos membros selecionados durante o GEF 2026. Foto: acervo pessoal. 

Ainda segundo ela, a imersão na assembleia e o treinamento de liderança trouxeram um aprendizado fundamental sobre o papel humano nas ações ambientais. “Na assembleia, um aspecto que eu tive no treinamento de liderança foi a questão social. Por exemplo, a minha área de estudo engloba uma região quilombola que está lutando pelo seu reconhecimento e pela legalização do seu território. No curso, eu aprendi mecanismos de como fazer um plano de ação para ajudar essa população. Assim, compreendi que não temos apenas uma ecologia ou uma conservação voltada para as espécies animais ou vegetais. Para fazermos conservação, precisamos considerar e saber como considerar o social, que é a comunidade tradicional que vive nesses ambientes”, disse.

A participação de Catherine na 8ª Assembleia do GEF fortalece a importância de conectar a ciência desenvolvida na UFMA às grandes esferas de financiamento e governança mundial, pois a união entre a pesquisa de base apoiada pelo FUNBIO e o olhar social do Programa Gustavo Fonseca de Liderança Juvenil em Conservação prova que o futuro da conservação da biodiversidade depende, fundamentalmente, da capacitação de lideranças que sejam capazes de transformar dados acadêmicos em planos de ação práticos que transformam o conhecimento acadêmico em impacto social, valorização das comunidades e conservação viva na realidade do território.

Por: Judson Nunes

Fotos: acervo pessoal

Revisão: Jáder Cavalcante

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