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Pesquisa da UFMA analisa percepções de bibliotecários de São Luís sobre o uso de Inteligência Artificial

publicado: 03/09/2026 16h11, última modificação: 03/09/2026 18h17
Artigo publicado na revista ‘Informação e Informação’ discute potencialidades, desafios e impactos da IA na atuação profissional e nos serviços oferecidos pelas bibliotecas
Pesquisa da UFMA analisa percepções de bibliotecários de São Luís sobre o uso de Inteligência Artificial

IA nas bibliotecas é tema de pesquisa do PGCult/UFMA. Imagem: Milenna Mafra

O avanço da Inteligência Artificial tem causado impactos importantes em diferentes áreas do conhecimento e alcançado também o cotidiano das bibliotecas. Para compreender como essas transformações são percebidas pelos bibliotecários, uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) analisou as percepções dos profissionais que atuam em diferentes contextos de bibliotecas de São Luís sobre o uso das IAs.

A pesquisa conduzida pelos pesquisadores Alexsandra Martins, Erlane Alcântara e João Batista Bottentuit Junior, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PGCult-UFMA), resultou em um artigo publicado no periódico científico "Informação e Informação", da Universidade Estadual de Londrina.

Segundo Alexsandra, a pesquisa apontou a capacitação e formação continuada como elementos fundamentais para que os bibliotecários trabalhem com as ferramentas de IA. Também aponta a importância de infraestrutura adequada nas bibliotecas da cidade, além do suporte técnico e apoio institucional, somados a políticas que orientem o uso das IAs.

“Ainda existem barreiras para a adoção dessas tecnologias, como a falta de capacitação e certa resistência à inovação. Por isso, a principal conclusão é que a implementação da IA nas bibliotecas precisa estar acompanhada de formação, planejamento e orientação institucional, garantindo que a inovação aconteça de forma ética e responsável, sem perder de vista a mediação humana, o acesso equitativo à informação e a valorização do trabalho dos bibliotecários”, aponta a pesquisadora.

Alexsandra Martins explica, ainda, que a pesquisa pode contribuir para que as bibliotecas e universidades reflitam sobre como utilizar a IA de forma consciente, ética e responsável.

“Não basta apenas conhecer as ferramentas: é importante saber utilizá-las de forma crítica, avaliar as informações produzidas e compreender seus limites. Essa discussão também é importante na formação dos futuros bibliotecários, que precisarão estar preparados para lidar com essas novas tecnologias”, afirma.

Relevância acadêmica
Além de propor reflexões sobre a utilização dessas ferramentas nas bibliotecas, o trabalho também pode contribuir para a automação e aprimoramento das atividades internas desses setores, qualificando o atendimento aos usuários e desenvolvendo novos serviços. Outros pontos abordados envolvem a confiabilidade das informações, a proteção de dados, a autonomia do bibliotecário e a necessidade de uso crítico e responsável dessas ferramentas.

“Acredito que o trabalho pode contribuir para que as bibliotecas e as universidades reflitam sobre como utilizar a IA de forma mais consciente, ética e responsável. Os resultados também podem ajudar na definição de ações de capacitação dos profissionais”, finaliza Alexsandra Martins.

O estudo evidencia, portanto, que a adoção da Inteligência Artificial no cotidiano das bibliotecas envolve mais do que a incorporação de novas tecnologias. Ela exige formação profissional, infraestrutura, planejamento e critérios éticos que garantam o uso responsável. O artigo está disponível neste link. 

Ao promover pesquisas que tragam informações relevantes para a formação de novos profissionais e para o mercado de trabalho, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) mostra-se mais uma vez engajada na busca pelo aperfeiçoamento dos cursos e pela qualidade da formação dos estudantes, tanto na graduação quanto na pós-graduação.

Por: Agaminon Sales

Imagem: Milenna Mafra

Revisão: Jáder Cavalcante 

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