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IV edição da Feira de Negócios amplia espaço de inovação e empreendedorismo local na Universidade

publicado: 27/05/2026 14h26, última modificação: 27/05/2026 15h30
Realizada pela primeira vez na Unidade Prof. José Batista, a IV Feira de Negócios da UFMA reuniu 43 expositores em Imperatriz
IV edição da Feira de Negócios amplia espaço de inovação e empreendedorismo local na universidade

Artesanato ganha destaque na feira, com peças únicas que unem tradição e criatividade maranhense

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) realizou, no dia 21 de maio, a IV edição da Feira de Negócios, evento que vem se consolidando como um espaço de integração entre a comunidade acadêmica e a sociedade de Imperatriz. Pela primeira vez, a feira aconteceu na Unidade Prof. José Batista de Oliveira, (Centro), das 17h às 21h. Até então, todas as edições anteriores eram realizadas na Unidade Bom Jesus. A mudança de local foi apontada como um dos grandes diferenciais desta edição, ampliando a visibilidade e atraindo um público mais diversificado.

Organizada pelo curso de Engenharia de Alimentos e com apoio do Sebrae, a feira tem por objetivo fomentar o empreendedorismo e oferecer espaço para empreendedores, expositores e participantes apresentarem produtos, serviços, artesanatos e iniciativas locais. A coordenadora da Feira, professora Daniela Souza, destacou o crescimento a cada edição. “Começamos com nove expositores, depois 19, 25 e hoje temos 43. A cada edição, ela se fortalece e aproxima ainda mais a Universidade da comunidade”.

Segundo ela, a Universidade também conta com ações que incentivam o aluno para que ele seja um empreendedor também como uma opção de carreira. Cursos como Engenharia de Alimentos têm disciplinas como Gestão de Projetos e Gestão de Qualidade, que mostram para o aluno como funcionam esses projetos de empreendedorismo. “Desenvolver novos produtos também tem uma outra disciplina, e aí mostra como que ele pode se desenvolver ao longo da carreira e gerar um produto de inovação, ser um empreendedor e dono do próprio negócio”, completa.

Empresa Maranuts apresenta matérias-primas locais utilizadas na produção.

Para Gisele Nascimento, representante da empresa Caseirinhos (que oferece produtos sem glúten e sem lactose), a feira foi muito produtiva. “É a primeira vez que participo e já estou tendo um ótimo retorno. As vendas aqui são muito boas, e o público é atencioso com os produtos, procura saber do processo, dos ingredientes. É uma forma da gente mostrar nosso trabalho para mais pessoas.” 

Já Gabriele Silva, que apresentou produtos de crochê, ressaltou o perfil do público: “Está trazendo uma visibilidade bacana para o meu negócio e para o meu nicho. É um público diferente, mais jovem, aberto a novidades, e isso tem sido muito positivo”.

A feira também contou com a participação da empresa júnior Impera Jr., vinculada ao curso de Engenharia de Alimentos. Para Raquel Ferreira, ex-diretora administrativo-financeira, a mudança de local foi fundamental: “No Centro, nós conseguimos ter maior contato com a cidade, não apenas com alunos e professores. Isso amplia a visibilidade e fortalece o networking.” Ela explicou ainda que, por estar no Centro, o evento atraiu um público mais diversificado, diferente do que ocorria no Câmpus do Bom Jesus, onde a participação ficava restrita a estudantes e docentes. Segundo ela, essa maior visibilidade é essencial para a empresa júnior, já que poucas pessoas conhecem as ações do curso de Engenharia de Alimentos. Feiras como essa permitem apresentar o trabalho de consultoria em alimentos, criar conexões com restaurantes, supermercados e fábricas locais, além de oferecer serviços acessíveis, especialmente, para empreendedores que estão começando seus negócios.

O diretor do CCIm, Leonardo Hunaldo, explicou que a feira nasceu como iniciativa do curso de Engenharia de Alimentos, mas que hoje já envolve outros cursos e produtores externos. “A ideia é fortalecer o empreendedorismo dentro da Universidade e ampliar a vivência dos alunos, despertando para novas possibilidades de carreira”, destaca.  Ele ressalta que o evento evoluiu desde sua primeira edição, quando eram expostos apenas produtos dos alunos, até parcerias com o Sebrae e a inclusão de artesãos e empreendedores da cidade. 

Segundo o diretor, essa ampliação reflete também no Projeto Político Pedagógico dos cursos (PPC), que busca inserir a dimensão empreendedora nas disciplinas, permitindo que estudantes de áreas diversas desenvolvam uma mentalidade voltada para inovação e negócios. “Então a ideia é fortalecer e fazer com que esses nossos alunos tenham uma vivência maior na área, porque o mercado de trabalho vai absorver pessoas para a área técnica e tem essa outra vertente de empreendedorismo que os alunos podem seguir”, conclui. 

 Com mais de 40 expositores, a Feira de Negócios reuniu desde projetos acadêmicos a empreendedores locais.

A programação contou ainda com apresentações musicais, opções de alimentação e exposição de artesanato, consolidando-se como um ambiente de valorização dos negócios locais e de incentivo à inovação. Aberta a discentes, docentes, técnicos, servidores e à comunidade externa, a feira reforça o papel da UFMA como promotora de desenvolvimento e integração social. Para os alunos, o evento representa uma oportunidade de vivência empreendedora que amplia sua formação acadêmica e desperta novas possibilidades de carreira.

Com quatro edições já realizadas, a Feira de Negócios da UFMA mostra que está em expansão e se consolida como uma iniciativa permanente, fortalecendo o empreendedorismo e a inovação em Imperatriz. A expectativa, segundo os organizadores, é que o evento continue crescendo e se torne cada vez mais representativo para a comunidade acadêmica e para os empreendedores locais.

Por: Sofia Alves/Núcleo de Comunicação CCIm

Revisão: Jáder Cavalcante

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