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Exposição da UFMA sobre o Parcel de Manuel Luís leva ciência e informação ao Forte Santo Antônio da Barra
Exposição "Um Mergulho no Parcel de Manuel Luís" aproxima ciência e comunidade. Foto: divulgação
Uma iniciativa do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) levou ao público que visitou o Forte Santo Antônio da Barra, em São Luís, conhecimento e informações sobre o Parcel de Manuel Luís, o maior complexo recifal da América do Sul. A exposição Um Mergulho no Parcel de Manuel Luís, realizada entre os dias 5 e 8 de maio, teve por objetivo aproximar ciência e sociedade por meio de fotografias, vídeos, maquetes e materiais de divulgação científica.
Mais do que uma mostra científica, o evento foi um convite à reflexão sobre o papel da sociedade na preservação dos ecossistemas marinhos do Estado do Maranhão. Segundo o coordenador da iniciativa e professor de Oceanografia da UFMA, Jorge Nunes, a educação é um passo fundamental para a conscientização ambiental. “Conservar implica na utilização de várias ferramentas, mas o conhecimento é muito importante porque, às vezes, ações contra a conservação são cometidas justamente pela falta de informação. As atividades de educação ambiental são um grande passo, porque são mais fáceis, mais diretas, mais baratas e surtem efeitos importantes. Não resolvem tudo de uma vez, mas se somam a outras ações de igual importância. A gente tenta atingir um número maior dessa forma, de maneira lúdica e divertida, ao mesmo tempo em que trabalhamos conteúdos e informações complexas”, explicou.
A exposição atraiu estudantes, professores, turistas, cientistas, gestores ambientais e população em geral que frequentou o local durante os dias de realização. A exposição foi promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação, Curso de Oceanografia da UFMA, Projeto Budiões, Forte Santo Antônio da Barra, Museu da Imagem e do Som e Laboratório de Organismos Aquáticos.

Evento atraiu público diverso durante os quatro dias de exposição. Foto: Divulgação.
A ação contou ainda com o apoio da Agência de Inovação, Empreendedorismo, Pesquisa, Pós-Graduação e Internacionalização (AGEUFMA), por meio do Programa de Extensão na Pós-Graduação (PROEXT-PG), além da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), da Secretaria de Estado da Cultura, e do 13º Grupo Escoteiro do Mar Norberto Pedrosa.
Patrimônio maranhense
O Parque Estadual Marinho Parcel de Manuel Luís (PEMPML) foi criado em 1991 e abrange uma área de mais de 34 mil hectares, incluindo o Banco Álvaro e o Banco do Tarol. Localizado a cerca de 86 km da costa de Cururupu, o parcel é considerado o maior complexo recifal da América do Sul e guarda uma biodiversidade exuberante, resultado de processos evolutivos que conectam espécies do Caribe e do Brasil.
Apesar de sua importância ecológica, o PEMPML ainda é pouco conhecido pela população maranhense. Nesse contexto, a exposição buscou dar visibilidade a esse patrimônio natural, destacando tanto seu estado de conservação próximo ao de ambientes pristinos quanto os riscos que enfrenta: pesca predatória, aquecimento global, espécies invasoras como o peixe-leão e a prospecção de petróleo e gás.
Com a realização da exposição, a UFMA, por meio de seus projetos de extensão, reforça a importância do compartilhamento de conhecimentos científicos para a promoção da consciência ambiental. A iniciativa aproximou ciência e comunidade em torno de um dos maiores tesouros naturais do Maranhão, reafirmando o papel da universidade pública como protagonista na valorização e preservação do patrimônio marinho.
Por: Agaminon Sales
Fotos: divulgação
Revisão: Jáder Cavalcante