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Estudantes da UFMA conquistam prêmio nacional com o curta-metragem "Tomate"
O curta Tomate nasceu durante atividades acadêmicas do curso de Comunicação Social da UFMA. Foto: Acervo Pessoal
O curta-metragem Tomate, concebido e produzido por estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), conquistou o Prêmio Maria Joana de Melhor Curta-Metragem Nacional durante a edição de 2026 do Festival Maria Joana de Cinema Canábico, realizado em Florianópolis (SC). A premiação reconhece produções de todo o país que abordam a temática canábica sob diferentes perspectivas, como as dimensões cultural, medicinal e política.
Gravado inteiramente em São Luís, o filme nasceu em sala de aula, a partir da disciplina de Narrativa Ficcional, ministrada pela professora Larissa Leda. A proposta era desenvolver uma obra que reunisse elementos da realidade e da ficção. "A ideia surgiu a partir da música Tomate, do Victor Cravin, um artista com quem eu já havia desenvolvido outros projetos e que também é estudante de Comunicação Social. Convidei o Breno Garcia para dividir a direção comigo e assumir a escrita do roteiro. A partir daí, começamos a reunir histórias sobre a relação entre avós e netos, compartilhadas por diferentes pessoas. Fomos costurando essas memórias até construir o roteiro, que passou por diversas revisões ao longo do processo", explica Karle Costa, que dirigiu o curta-metragem em parceria com Breno Garcia, responsável também pela escrita do roteiro.
O processo de criação contou ainda com o envolvimento de diferentes disciplinas do curso, integrando conhecimentos de roteiro, direção de arte, edição, pós-produção e mediação, com orientação de professores da graduação.
Produzido ao longo de um semestre letivo, o curta foi resultado de um trabalho coletivo que reuniu estudantes de diversas áreas do audiovisual. Além do apoio da equipe, a produção contou com a parceria do Museu da Memória Audiovisual do Maranhão (MAVAM), que auxiliou com equipamentos durante as gravações.
Equipe de estudantes do curso de Comunicação Social da UFMA durante as gravações do curta-metragem Tomate. Foto: Acervo Pessoal
Segundo Karle Costa, desde o início a equipe buscou criar uma obra que ultrapassasse os limites da sala de aula: "A gente não queria produzir um filme apenas para cumprir uma disciplina ou conseguir uma nota. Desde o início, pensamos em entregar um trabalho de qualidade para o Victor Cravin. Por isso, ele participou de todo o processo, desde a idealização e a construção do roteiro até a devolutiva sobre o resultado final. Acho muito importante construir um projeto de forma coletiva, ouvindo diferentes opiniões e recebendo feedbacks ao longo do caminho, porque isso enriquece o processo e fortalece o resultado".
Inicialmente desenvolvido para atender às atividades da disciplina, o filme ganhou novas versões para participar de mostras e festivais. O reconhecimento nacional veio com a conquista do Prêmio Maria Joana, resultado que, para Karle, demonstra o potencial da produção audiovisual universitária maranhense. "Ganhar esse prêmio mostra que outras pessoas também podem se inspirar a produzir. Muitas vezes fazemos bons trabalhos dentro da universidade e temos receio de mostrá-los. É importante divulgar essas produções e acreditar no potencial do que construímos coletivamente", pontuou Karle.
Para o cantor e compositor Victor Cravin, cuja música inspirou o curta, o filme ampliou o alcance da homenagem feita à sua avó e transformou a narrativa em uma reflexão sensível sobre temas sociais. "A primeira vez que assisti ao filme foi durante a Mostra Gato Digital, no contexto universitário, e me emocionei muito. Ver essa produção alcançando novos espaços, para além do cenário audiovisual maranhense, mostra a força das nossas narrativas e o potencial dos artistas do estado. Fico muito feliz com essa conquista e espero que o público também possa se emocionar quando o filme estiver disponível nas plataformas", declara Victor Cravin

Os realizadores destacam que a conquista está diretamente ligada à formação oferecida pela UFMA. Além da orientação dos docentes, o ambiente universitário possibilitou o acesso a conhecimentos técnicos, infraestrutura e oportunidades de experimentação fundamentais para o desenvolvimento do projeto.
"A UFMA foi fundamental para a realização desse projeto. Produzir o filme durante a graduação, com a orientação dos professores, fez toda a diferença. Eles acompanharam cada etapa do processo, oferecendo direcionamentos que contribuíram para aperfeiçoar a obra e ampliar nosso olhar sobre o audiovisual. Além disso, a universidade abre portas e cria oportunidades que dificilmente teríamos fora desse ambiente. Acredito que, sem a UFMA, esse projeto não teria alcançado a dimensão que alcançou, incluindo a conquista do Prêmio Maria Joana", afirma Karle Costa.
A premiação reforça o papel da universidade como espaço de formação, criação e incentivo à produção audiovisual, evidenciando o potencial dos estudantes da UFMA em alcançar reconhecimento no cenário nacional.
Por: Byanca Santos
Fotos: Acervo Pessoal