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Do diagnóstico ao controle: o que você precisa saber sobre a asma

publicado: 06/05/2026 09h25, última modificação: 06/05/2026 15h04
Doença crônica atinge até 20% da população, pode começar na infância e tem tratamento gratuito no SUS
Do diagnóstico ao controle: o que você precisa saber sobre a asma

 A asma, doença respiratória crônica inflamatória, atinge de 10% a 20% da população mundial e é caracterizada por episódios recorrentes de falta de ar, tosse crônica, chiado e aperto no peito. Mas a doença pode ser controlada. O tratamento está disponível por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, nesta reportagem, um especialista do Hospital Universitário da UFMA, administrado pela rede HU Brasil, orienta sobre diagnóstico e tratamento.

A grande maioria das pessoas com asma desenvolve a doença ainda na infância, embora um pequeno percentual possa apresentá-la na vida adulta. O diagnóstico precoce e o início do tratamento adequado são fundamentais para reduzir prejuízos à saúde. Fatores como mudanças climáticas e poluição têm contribuído para o agravamento da doença, ao aumentar a exposição a agentes poluentes e provocar alterações no sistema imunológico.

Entre os principais gatilhos para crises de asma estão ácaros, poeira doméstica, mofo, vírus respiratórios — como os que causam gripes e resfriados —, poluição, fumaça, mudanças bruscas de temperatura, pelos de animais e odores fortes.

Prevenção, diagnóstico e tratamento

Conforme o pneumologista João Batista Filho, do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), para a prevenção das crises, além de identificar quais são os gatilhos, o paciente deve evitá-los. “Isso envolve cuidado ambiental, hábitos de vida mais saudáveis, prática de atividade física, evitar o ganho excessivo de peso e outras situações que podem indiretamente agravar ou piorar a asma”, afirma.

João Batista aponta que o diagnóstico da asma se baseia em dois componentes: o clínico, que analisa a história e a apresentação dos sintomas; e a confirmação objetiva de alteração dos fluxos respiratórios, medida habitualmente pela espirometria.

“A doença pode se apresentar com várias características diferentes, que chamamos de fenótipos. Porém, hoje focamos muito no endótipo, ou seja, em entender qual é a característica molecular que está gerando a inflamação na via aérea”, explica o médico do HU-UFMA. Para ele, compreender com qual tipo de asma o profissional está lidando ajuda a escolher o arsenal terapêutico mais adequado, principalmente, em pacientes candidatos ao uso de medicamentos imunobiológicos.

O SUS disponibiliza gratuitamente tratamentos para as formas mais leves até as mais graves da doença. As ações vão desde medidas educativas e orientações médicas até o uso de medicações inalatórias e, eventualmente, nos casos de asma grave e de difícil controle, imunobiológicos e medicamentos para o controle da doença por meio de programa do governo federal.

Sobre a Rede HU Brasil

O HU-UFMA faz parte da HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu com o nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e às instituições parceiras, passou a adotar o nome HU Brasil, que carrega sua essência.

Por: HU-UFMA

Revisão: Jáder Cavalcante

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