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Coletivo Teatrar da UFMA realiza Oficina de Máscaras de Fofão e fortalece tradição maranhense

publicado: 13/02/2026 12h47, última modificação: 13/02/2026 14h56
Coletivo Teatrar da UFMA realiza Oficina de Máscaras de Fofão e fortalece tradição maranhense

Máscaras confeccionadas durante a oficina. Foto: divulgação.

O Coletivo Teatrar da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) realizou, no período de 2 a 9 de fevereiro, a Oficina de Máscaras de Fofão, na Galeria Trapiche, no Centro de São Luís. A atividade reuniu participantes interessados na confecção artesanal das máscaras e no aprofundamento sobre a tradição do Fofão maranhense, personagem emblemática do Carnaval.

Vinculado ao curso de Licenciatura em Teatro da UFMA, o Coletivo Teatrar é formado por artistas-pesquisadoras que articulam ensino, pesquisa e extensão em torno das formas animadas e da cultura popular. A oficina foi ministrada por Lyspectro, Dayana Roberta e Mary Dalva Luz, que conduziram as participantes em um processo formativo que integrou prática artística e reflexão estética.

Com foco na técnica da papietagem, as atividades envolveram explicações sobre materiais, contextualização histórica do Fofão e todas as etapas de construção das máscaras: corte, colagem, secagem, pintura e finalização. A proposta também reforçou a importância da máscara artesanal como elemento identitário da personagem, diferenciando-se de versões industrializadas, como as de látex, que não representam a tradição do fofão maranhense.

Participantes aprendem, na prática, a confeccionar as máscaras de fofão. Foto: divulgação.

Para a professora Dayana Roberta, do curso de Teatro da UFMA, promover a oficina em São Luís reafirma o compromisso institucional com a valorização das manifestações culturais locais. “A realização da Oficina de Máscaras de Fofão reafirma o compromisso com a valorização das manifestações culturais que constituem a identidade maranhense. Mais do que ensinar uma técnica, criamos um espaço de formação artística, convivência e transmissão de saberes que mantém viva a cultura popular”, destacou.

A iniciativa dá continuidade a um percurso iniciado em 2024, quando o Coletivo Teatrar participou da Residência Artística “Máscaras de Fofão e as Formas Animadas”, realizada na própria Galeria Trapiche, em articulação com a disciplina Teatro de Formas Animadas. A experiência ampliou o diálogo entre Universidade e território, inserindo estudantes em um contexto cultural ativo da cidade.

Segundo Dayana Roberta, a parceria com a Galeria Trapiche fortalece a dimensão extensionista da Universidade. “Quando ensinamos a construir a máscara, compartilhamos saberes que atravessam gerações e fortalecem a identidade cultural de São Luís. Ao ocupar a Galeria Trapiche com essa experiência, articulamos Universidade, arte e comunidade, demonstrando que tradição, pesquisa e sustentabilidade cultural podem caminhar juntas”, afirmou.

A egressa do curso de Artes Visuais da UFMA e integrante do Coletivo Teatrar, Mary Luz, avaliou a oficina como um momento de intensa participação e criatividade. “A oficina foi proveitosa, participativa e muito criativa. O processo de construção das máscaras, com a técnica da papietagem, envolveu muito engajamento dos participantes e reforçou o compromisso com o resgate da figura do Fofão no carnaval maranhense”, ressaltou.

Integrantes da oficina exibem as máscaras confeccionadas. Foto: divulgação.

Além do aprendizado técnico, a oficina promoveu a reflexão sobre os elementos que compõem a personagem, o macacão em chitão colorido, os guizos, a vareta e a máscara de traços marcantes e cores vibrantes, símbolos de alegria e irreverência. Ao final, as participantes celebraram os resultados das criações e a troca de saberes construída ao longo da semana.

Com novas edições previstas, o Coletivo Teatrar da UFMA pretende ampliar o número de participantes e consolidar a oficina como ação permanente no calendário cultural, fortalecendo redes de artistas, educadores e pesquisadores comprometidos com a preservação do Fofão como patrimônio cultural do Maranhão.

Por: Geovanna Selma 

Fotos: divulgação

Revisão: Jáder Cavalcante

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