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COLAÇÕES DE GRAU 2026.1
“Vocês simbolizam a transformação da Universidade Brasileira”: 53 novos professores colam grau no Centro de Ciências de Codó
UFMA outorga grau a novos profissionais dos cursos de História, Pedagogia e Biologia. Foto: Ingrid Trindade (DCOM)
A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) outorgou grau a 53 novos professores do Centro de Ciências de Codó (CCCO) na noite dessa quinta-feira, 27 de agosto. A cerimônia celebrou a entrega dos diplomas a profissionais dos cursos de Ciências Humanas – História, Ciências Naturais – Biologia e Pedagogia.
A solenidade representou o encerramento de uma trajetória acadêmica marcada por construções profissionais, relações de amizade e, sobretudo, pela concretização do acesso ao ensino superior e à universidade pública. O momento reforçou uma das principais missões da UFMA: a interiorização do ensino superior e descentralizando seus câmpus.
Em seu discurso, o diretor do Câmpus de Codó, professor Arlane Vieira, frisou a importância da presença da Universidade no interior do estado. Além da qualificação profissional, a instituição proporciona um sentimento de pertencimento, tornando-se uma extensão do lar para milhares de pessoas. “Vocês [formandos] ocuparam este espaço, ajudaram a construí-lo, e agora fazem parte da Universidade Federal do Maranhão. O CCCO também é de cada um de vocês. Essa ideia de pertencimento, que me parece especialmente importante numa universidade pública, é crucial diante das nossas realidades, particularmente em Codó”, declarou o diretor.
Natural de Timbiras, Lilian Gomes Soares, formanda de Pedagogia, destacou a superação das dificuldades, a persistência e a gratidão pela conquista. “Foi um desafio muito grande para eu permanecer e continuar firme, não desistir todos os dias. É um sentimento de muita gratidão, estou muito feliz por estar aqui.”
Para o recém-formado em Ciências Humanas – História, Lucas da Silva, o momento representa uma vitória para toda a família. Segundo ele, o sentimento é “de vitória! Sou um dos poucos da minha família que conseguiram se formar. E a gente fica muito feliz. Poder estar com a família, trazer a minha avó para acompanhar, é um momento de muita felicidade”, expressou.
Além da celebração pela conquista do diploma, a solenidade incluiu a entrega do Prêmio de Mérito Acadêmico, honraria destinada aos estudantes que se destacaram ao longo da graduação. Neste semestre de 2026.1, no Câmpus de Codó, foram premiadas as alunas Natália Miranda da Cruz, do curso de Ciências Humanas – História; Stephane Lima de Sena, do curso de Ciências Naturais – Biologia; e Ilanne da Silva Pereira Costa, do curso de Pedagogia.
Para Ilanne, a conquista do mérito é compartilhada. “Eu me sinto muito feliz, porque a gente sabe que não é fácil passar quatro anos na universidade. Eu estou muito feliz e também não é uma vitória só minha, mas de toda a minha turma”, externou.
Entrega do Mérito Acadêmico. Foto: Ingrid Trindade (DCOM)
Professores qualificados
Há 60 anos, a UFMA assume o compromisso de entregar à sociedade profissionais capacitados e comprometidos com o desenvolvimento regional e social. O reitor da Universidade, Fernando Carvalho Silva, enfatizou a colação de grau como um marco na formação dessas pessoas, que contribuirão para a melhoria da qualidade de vida no Maranhão.
"Esse é um momento importante para a Universidade e para os alunos que estão colando grau. É a hora em que eles concluem a graduação e passam a ser profissionais qualificados. Temos orgulho de formar mais uma turma, com quase 60 alunos de vários cursos e áreas. Esta é a nossa função: formar cada vez mais recursos humanos que possam melhorar a vida do nosso estado e do povo do Maranhão.”
A cerimônia foi marcada por discursos inspiradores aos novos licenciados. O diretor do CCCO, Arlane Vieira, voltou a destacar a importância da humanização com os alunos, o cuidado com a saúde mental na docência e o poder transformador da educação como ponte para atravessar as desigualdades.
“Vocês terão de escolher o que fazer com o conhecimento que adquiriram e, principalmente, que pessoas desejam ser enquanto fazem isso. O diploma obtido numa universidade pública não cria uma dívida moral, mas produz uma responsabilidade. A sociedade que tornou possível a nossa formação continua marcada por profundas desigualdades. A escola não resolverá sozinha essas desigualdades, mas também sabemos que ela pode reproduzi-las com enorme eficiência. Cada professor decide, muitas vezes, em pequenos gestos, se sua sala de aula ampliará as distâncias ou criará uma possibilidade de atravessá-las”, pontuou Arlane.
Essa perspectiva de responsabilidade social e de combate às desigualdades foi ao encontro do discurso do paraninfo oficial.
Em nome dos paraninfos, o professor de História Antônio Alexandre Isidio Cardoso proferiu um discurso apontando a revolução positiva que a instituição causa na vida das pessoas. “Estamos nesta noite celebrando a conquista de gente do povo, da classe trabalhadora, que representa nossa esperança e, sobretudo, nossa confiança no futuro. A maratona até aqui não foi fácil para muitas e muitos de vocês. Eu sei disso. É sempre bom lembrar o tamanho desse feito. Eu mesmo testemunhei como professor de muitos de vocês, gente chegando cansada do trabalho, muitas vezes ainda com a farda do serviço, gente trazendo filho no colo, dividindo o tempo entre o trabalho, a casa e o estudo. E é por isso que vocês simbolizam a transformação da Universidade Brasileira. Uma universidade que vem promovendo revoluções”, salientou.
O docente enfatizou o diploma como um símbolo de superação e de promoção de justiça e reparação por meio da educação. “[...] quando o filho do pedreiro, o filho da diarista, o filho da manicure, a filha do agricultor, conquistam seu diploma na UFMA, toda uma engrenagem secular de desigualdade social começa a girar ao contrário. Para os defensores do atraso, o mundo parece ficar de ponta cabeça com a vitória de vocês. Mas, para nós, que acreditamos numa universidade, num país de oportunidades iguais para todas e todos, esse movimento representa uma coisa imensa, que é justiça e reparação”, defendeu.
Por: Sarah Dantas
Fotos e produção: Ingrid Trindade
Revisão: Jáder Cavalcante
