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Festival Guarnicê celebra a força do cinema maranhense em edição marcada por inclusão e inovação
A 48ª edição do Festival Guarnicê de Cinema chegou ao fim celebrando o talento de produções maranhenses e nacionais que reforçam a importância do evento no cenário audiovisual brasileiro. Reconhecido como o maior festival do Norte e Nordeste e o quarto do país, o Guarnicê é um projeto de extensão da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que busca aproximar a produção cultural da comunidade e ampliar os horizontes do cinema local.
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Este ano, o festival inovou ao levar sessões para salas de cinema do Shopping São Luís, promovendo ainda a "Resenha Guarnicê", espaço de debate após as exibições. A proposta é tornar o evento mais acessível e interativo, investindo em novas formas de diálogo com o público. Além disso, a edição foi marcada por ações inclusivas, como sessões adaptadas para pessoas com deficiência auditiva e visual, reafirmando o compromisso com a democratização da cultura.
A abertura ficou por conta da cantora Cecília Leite, que emocionou com um repertório que exaltou o orgulho de ser maranhense. Ao longo do festival, 89 clipes e videoclipes participaram das mostras competitivas. Entre os destaques, o jogo digital “A Múmia Maluca” venceu por júri popular, enquanto “Desert Mirage” e “Plugia” foram escolhidos pelos júris técnico maranhense e nordestino, respectivamente.
Na mostra universitária, “Muros Invisíveis” e o videoclipe “Pétalas e Cédulas” foram os premiados, com menção honrosa para “Lolit”. O filme “Faro”, produzido em uma disciplina da escola de cinema da UFMA, recebeu prêmio de direção de arte e emocionou por representar o esforço coletivo dos estudantes.
O destaque em acessibilidade foi para o filme “Um Pé de Caju”, voltado para pessoas surdas, e “Cavalo Marinho”, com acessibilidade para pessoas cegas. Já na categoria de melhor longa-metragem maranhense, “Teatro Teama – Família de Criação” foi o vencedor. O prêmio de melhor longa nacional ficou com “Mambembe”.
Com depoimentos emocionados de vencedores e participantes, o festival encerrou destacando o papel transformador da arte e do cinema como forma de expressão, identidade e resistência. Agora, o foco se volta para as produções do próximo ano, que já têm espaço reservado na telona.