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Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação e Práticas Educativas, Susy Azevedo, lança o Curta “Marcas”

publicado: 11/11/2025 15h58, última modificação: 11/11/2025 15h59
Produto final do mestrado, a obra estimula reflexões sobre desigualdades e preconceitos
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Cena do curta-metragem “Marcas”, de Susy Azevedo (Reprodução/Youtube)

O curta-metragem “Marcas” é o produto final do mestrado profissional em Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação e Práticas Educativas (PPGEPE) da UFMA- Campus Imperatriz. A produção integra a dissertação de Susy Kelly Azevedo de Melo,  intitulada “Narrativas de professoras da educação infantil sobre gêneros e sexualidade em uma escola pública municipal de Imperatriz/MA”, sob orientação do professor Dr. Jónata Ferreira de Moura, do PPGEPE/UFMA.

O roteiro mostra a trajetória de Regina, uma professora de meia idade, que enfrenta desafios relacionados a gêneros e sexualidades, representando tantas outras docentes que vivenciam situações semelhantes no cotidiano escolar.

Segundo a mestranda Susy Kelly Azevedo de Melo, responsável pela criação, a personagem Regina foi cuidadosamente elaborada a partir da fusão das quatro professoras pesquisadas, reunindo aspectos físicos e trajetórias de vida. “Regina é uma personagem ficcional construída a partir das narrativas das professoras participantes da pesquisa. Ela reflete tanto singularidades individuais quanto o coletivo de professoras da educação infantil”, detalha Susy Azevedo.

Baseado nas histórias de quatro docentes: Púrpura, Anne, Jaqueline e Grazielle, o curta transforma experiências reais em uma narrativa sensível e acessível, abordando temas como assédio sexual, homofobia e papéis de gênero.

Susy de Melo explica que sobre a construção do roteiro. “O filme precisava retratar essas situações de forma direta, respeitosa e sensível, valorizando as histórias compartilhadas pelas professoras e respeitando os limites da plataforma onde o filme foi produzido”.

A opção pela animação surgiu pelo potencial de dialogar com públicos diversos, inclusive com crianças da educação infantil. “Gosto de como algo aparentemente leve nos proporciona reflexões profundas, que tocam, emocionam e dialogam com a criança que existe em cada um de nós”, acrescenta a mestranda.

O curta busca provocar reflexão sobre a naturalização dos papéis sociais de gênero e suas consequências, especialmente para grupos historicamente subalternizados, como mulheres, pessoas negras e LGBTQIAPN+. “Espero que o filme incentive o diálogo dentro da escola, com famílias e entre profissionais da educação, ajudando a desconstruir estereótipos e promover respeito à diversidade”, destaca a mestranda.

Com cenas leves e uma trilha sonora envolvente, “Marcas” já tem despertado identificação em professores e estudantes, que reconhecem na trajetória de Regina partes de suas próprias vivências e desafios.

O curta está disponível no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=Omizw_LZHj4&t=32s.


Por: Thátila Sousa

Imagem: Reprodução/ Youtube