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Projeto do NUPPI-UFMA debate fotografia indígena contemporânea nessa quarta-feira, 27
O projeto de extensão “Estudos NUPPI (Núcleo de Pesquisa e Produção de Imagem) - Ciclo de Ações Formativas e Criativas em Imagem”, do curso de Comunicação Social, realiza, nessa quarta-feira, 27, com início às 16h, no Anfiteatro de Comunicação do CCSo, a mesa-redonda “Fotografia Indígena Contemporânea: Poéticas e Políticas”. O evento, que debate a imagem como instrumento de memória e resistência, contará com a participação do fotógrafo indígena Genilson Guajajara e do professor e pesquisador da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Fernando Gonçalves. A atividade é aberta a acadêmicos, profissionais do audiovisual e oferece certificação aos participantes.
A mesa-redonda propõe um espaço de diálogo e reflexão sobre como a luz, a sombra e o enquadramento deixam de ser apenas escolhas técnicas e se tornam ferramentas de resistência política e cultural. Para a professora e coordenadora do projeto, Jane Maciel, a escolha do tema atende a um interesse contínuo do NUPPI. “A fotografia indígena, assim como outras formas de produções artísticas de pensamento indígena brasileiro, são temas de grande interesse do Núcleo de Pesquisa e Produção de Imagem. Esse evento do nosso projeto de extensão acontece motivado pela presença do pesquisador Fernando Gonçalves que está desenvolvendo uma pesquisa sobre a fotografia indígena, tanto no campo das artes, mas também dos ativismos e da comunicação de maneira geral”, explica ela.
O professor e pesquisador Fernando Gonçalves (UERJ) reforça que o papel do registro visual vai muito além da estética, atuando diretamente na preservação e na política dessas comunidades. "A fotografia pode ser muito importante no trabalho de documentação da cultura e das lutas indígenas, construindo sua memória viva a partir do olhar dos próprios povos e seus territórios. Ela também ajuda na ampliação da visibilidade desses povos e suas lutas em nossa sociedade, por meio da disseminação, por exemplo, nas redes sociais", pontuou ele.
Essa imersão no tema também propõe estreitar os laços entre a produção cultural originária e o ambiente acadêmico, preenchendo lacunas de conhecimento técnico e histórico. "Esse tipo de pesquisa ajuda a trazer, para dentro da universidade, a discussão sobre esses temas. Isso é importante para nos dar uma noção mais precisa sobre o importante trabalho dos comunicadores indígenas, por exemplo, existente há mais de trinta anos, e que poucos conhecem ou estudam. Acho que a universidade tem um papel fundamental no apoio a esses movimentos, colaborando também com a visibilidade da produção de conhecimento e das práticas dos próprios indígenas. Do ponto de vista da arte, hoje também existe um grande número de indígenas atuando com cinema, fotografia performance e instalações, que, para eles, são também formas de dialogar com a sociedade e narrar a si próprios em seus próprios termos, e não mais sendo representados por não indígenas. A universidade precisa estar atenta a esses movimentos como fenômeno cultural e comunicacional contemporâneo", completa.
Realizada em parceria com o Observatório de Economia Criativa (OBEEC) e o Escritório de Tradução e Criação (ETC) da UFMA, a mesa-redonda emitirá certificado de participação para os ouvintes. Os interessados em participar e garantir a certificação podem realizar as inscrições diretamente pelo site (clique aqui).
Por: Judson Nunes
Revisão: Jáder Cavalcante