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MOLUSCICIDA À BASE DE EXTRATO VEGETAL
publicado:
29/11/2025 15h57,
última modificação:
29/11/2025 15h57
Nº do depósito: BR 10 2019 001973-5
Data do depósito: 31/01/2019
Status: Concedida
Data da concessão: 16/09/2025
Titular: UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Inventores: LUDMILLA SANTOS SILVA MESQUITA; MARIA NILCE DE SOUSA RIBEIRO; DENISE FERNANDES COUTINHO
Moluscicida natural inovador, desenvolvido a partir de extratos das partes aéreas da espécie Passiflora alata Curtis (maracujá-do-mato). O produto é formulado para controle de caramujos do gênero Biomphalaria, hospedeiros intermediários do parasita Schistosoma mansoni, agente causador da esquistossomose. Atua por contato, sem necessidade de ingestão pelo molusco, e apresenta baixa toxicidade para outros organismos aquáticos.
Problema Solucionado
O controle da esquistossomose foi prejudicado pela descontinuação do moluscicida sintético Bayluscide®, devido à sua alta toxicidade ambiental, custo elevado e risco de desenvolvimento de resistência pelos caramujos. Esta invenção oferece uma alternativa biodegradável, segura e de baixo custo, superando as limitações dos produtos anteriores e facilitando a aplicação em programas de saúde pública.
Benefícios / Vantagens
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Eficácia Comprovada: Apresenta alta atividade moluscicida, com CL50 de até 8,7 mg/L para o extrato de acetato de etila.
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Baixo Impacto Ambiental: Toxicidade reduzida para outras espécies aquáticas, conforme diretrizes da Organização Mundial da Saúde.
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Baixo Custo e Produção Simplificada: Processo de extração aquosa mais acessível que métodos que envolvem liofilização ou purificação complexa.
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Modo de Ação por Contato: Não depende da ingestão pelo caramujo para ser efetivo.
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Versatilidade de Formulação: Pode ser utilizado na forma de solução líquida, pó solúvel ou granulado.
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Origem Natural e Biodegradável: Baseado em extratos vegetais, sendo uma alternativa sustentável aos sintéticos.
Aplicações
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Controle de populações de Biomphalaria glabrata em programas de saúde pública.
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Prevenção da transmissão da esquistossomose em áreas endêmicas.
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Uso em corpos d'água como lagos, rios e açudes onde o molusco vetor se prolifera.
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Formulações integradas em estratégias de saneamento ambiental.
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Pesquisa e desenvolvimento de bioinsumos para controle de vetores de doenças.